<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954</id><updated>2012-02-16T13:21:52.045-02:00</updated><category term='homofobia'/><category term='assumir para os pais'/><category term='gravidez'/><category term='butch/femme'/><category term='política'/><category term='gaydar'/><category term='documentário'/><category term='comida'/><category term='feminismo'/><category term='esportes'/><category term='seriado'/><category term='se assumir'/><category term='quadrinhos'/><category term='filmes de época'/><category term='adolescentes'/><category term='transgêneros'/><title type='text'>Oráculo de Lesbos</title><subtitle type='html'>Minha proposta é ajudar a divulgar o máximo de trabalhos sobre e para lésbicas. Visibilidade é chave pra combater o preconceito.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-3319947570953281972</id><published>2009-11-15T18:15:00.025-02:00</published><updated>2009-11-15T23:55:19.414-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transgêneros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='butch/femme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Itty Bitty Titty Committee: feminismo longe dos dramas do armário</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCohW3g1KI/AAAAAAAAACk/D1pZUSCcqfs/s1600-h/snapshot20091115184456.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 357px; height: 196px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCohW3g1KI/AAAAAAAAACk/D1pZUSCcqfs/s400/snapshot20091115184456.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404504843872162978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB1fyVbI4I/AAAAAAAAAAs/GFUO-zvxpao/s1600-h/snapshot20091115182504.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 357px; height: 196px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB1fyVbI4I/AAAAAAAAAAs/GFUO-zvxpao/s400/snapshot20091115182504.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404448741792621442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Resolvi fazer esse post sobre um filme que não lida nem com se assumir e nem com se assumir para os pais, o que é raro no universo de filmes LGBT. Às vezes parece que só esses dois momentos são importantes na nossa vida. Pensem bem, temos bastantes filmes e séries que lidam com se assumir ou com se assumir para os pais, ou com os dois. Mas quantos trabalhos que retratem lésbicas existem que não tratam nem de uma coisa nem de outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que se assumir é um grande marco na vida de toda lésbica, mas nossa vida é mais rica do que sair do armário e quase não vemos esse tipo de representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Itty Bitty Titty Committee&lt;/span&gt; (2007) passa longe disso, é um filme sobre feminismo e militância. A personagem principal é jovem, tímida e um pouco ingênua, mas já passou por todas essas crises de assumir. A família dela a apoia e inclusive convida a namorada dela para um casamento na família. O problema de Anna (Melonie Diaz) não está em ser ou não ser lésbica, ou de s&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwBmyolkwVI/AAAAAAAAAAk/Q6DiDgfk70k/s1600-h/snapshot20091115182942.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 202px; height: 111px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwBmyolkwVI/AAAAAAAAAAk/Q6DiDgfk70k/s320/snapshot20091115182942.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404432572919103826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;er ou não ser lésbica abertamente. O problema dela é a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela começa o filme tendo recém levado um pé na bunda da namorada, que deixa mensagens horrorosas na secretária eletrônica pedindo os cds de volta e proibindo-a de ver as amigas que compartilhavam quando estavam juntas. O trabalho dela é um saco e ela não conseguiu entrar na universidade que queria. Em resumo, está na fossa total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB2mErZ7II/AAAAAAAAAA8/7meimuTCMA8/s1600-h/snapshot20091115183238.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB2mErZ7II/AAAAAAAAAA8/7meimuTCMA8/s320/snapshot20091115183238.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404449949307497602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As coisas mudam quando ela conhece Sadie (Nicole Vicious), uma menina (sempre começa assim né?) que está pichando o lugar onde Anna trabalha, uma clínica de cirurgia plástica. Era tudo que ela precisava, uma bad girl pra apimentar as coisas um pouco. Claro que ajuda um monte a delinquente em questão ser super gostosinha e ter aquele charme que só as bad girls sabem ter (vocês sabem do que eu estou falando, não adianta negar). Não precisou convidar duas vezes para Anna ir para o mau caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se junta a um grupo de feministas radicais chamado "c(i)a", sigla que quer dizer "clits in action", ou "clitóris em ação" em português, que comete variados atos de vandalismo em nome da emancipação da mulher perante a sociedade misógina e opressora. Ela começa a ler textos feministas, pinta o cabelo, picha as paredes do quarto, e se rebela em geral contra o casamento da irmã e contra as práticas do chefe cirurgião plástico. Mas a vida de militante feminista radical é mais do que piquetes e demonstrações, Anna se envolve com a bad girl Sadie e bagunça toda a estrutura interna do grupo (ok, essa parte é bem previsível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB3RgX7F5I/AAAAAAAAABE/u3nMvuUvC7I/s1600-h/screens_feature-38349.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB3RgX7F5I/AAAAAAAAABE/u3nMvuUvC7I/s400/screens_feature-38349.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404450695476352914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme foi dirigido por Jamie Babbit, que já teve outro filme comentado no Oráculo (&lt;a style="font-style: italic;" href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/but-im-cheerleader-o-lado-cmico-de-se.html"&gt;But I'm a Cheerleader&lt;/a&gt;). Na verdade, já naquele post eu havia prometido falar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Itty Bitty Titty Committee&lt;/span&gt; (IBTC), então vejam como eu cumpro minhas promessas, ainda que com certa demora. Quem viu o outro filme vai notar a semelhança entre os dois. Como em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;But I'm a Cheerleader,&lt;/span&gt; IBTC não se propõe a ser um filme sério, é uma comédia, uma alegoria da luta feminista numa sociedade que exclui e oprime as mulheres. Como tal, apresenta personagens às vezes caricatos demais e algumas situações bem irreais, mas na minha opinião não perde por isso. É um roteiro não convencional executado de forma irreverente. Minha namorada por outro lado não curtiu tanto, ela achou que os personagens eram muito exagerados e não se relacionou muito com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo vários pontos positivos no filme e acho que no fim o saldo é bem satisfatório. Primeiro de todos é o fato ser um filme com lésbicas e para lésbicas, mas sem o drama de sair do armário, como frisei no começo do post. Segundo, acho que o filme consegue ser sobre e para lésbicas mas mesmo assim não se restringir somente a esse nicho. O casal principal é de lésbicas e certamente há várias delas na trama, mas o elenco em geral é bastante diversificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB33TK9KII/AAAAAAAAABM/e88JFT_G6vI/s1600-h/snapshot20091115193204.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 176px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB33TK9KII/AAAAAAAAABM/e88JFT_G6vI/s320/snapshot20091115193204.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404451344767330434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há um transgênero masculino (FTM - Female to Male, ou seja, que nasceu mulher mas tem identidade de gênero masculina), que foi expulso de casa ao contar para os pais. Fora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The L Word&lt;/span&gt;, esse é o único filme ou seriado que vi que trata de transgêneros masculinos, se alguém souber de outros por favor me fale porque de tudo que vi e li até agora quase não há referência. O personagem Aggie acaba tendo um pequeno affair com Anna no meio do filme, que também chama a atenção porque quase não vemos transgêneros femininos ou masculinos retratados de maneira sexualmente ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das militantes da c(i)a, interpretada pela linda Carly Pope (à direita), é heterossexual e questiona a rigidez das nossas categorias de &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB5gCdb0II/AAAAAAAAABU/O6sfjDoAsgw/s1600-h/snapshot20091115183540.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB5gCdb0II/AAAAAAAAABU/O6sfjDoAsgw/s200/snapshot20091115183540.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404453144167698562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sexualidade, ela acaba se envolvendo com outra mulher ao longo da trama (Daniela Sea, que faz o transsexual em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The L Word&lt;/span&gt;). Não fica claro se ela se descobre bissexual, lésbica ou se continua se identificando como hétero mas tendo um caso com uma mulher, de qualquer modo é interessante ver esse tipo de experimentação retratada. A bissexualidade infelizmente ainda é considerada um tabu, mesmo nos filmes e séries que lidam com o assunto de sexualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também achei legal que a garota com quem ela se envolve tem um passado no exército americano. Ela serviu 18 meses no Iraque e depois foi dispensada do serviço deshonradamente, por ser lésbica. Não sei se vocês estão por dentro dessa questão, mas nos Estados Unidos existe uma política chamada "Don't Ask, Don't Tell", que quer dizer quer gays ou lésbicas podem servir, mas não podem ser abertos quanto à &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB6DE9wvNI/AAAAAAAAABc/6pYFxv4kODE/s1600-h/snapshot20091115195606.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 176px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB6DE9wvNI/AAAAAAAAABc/6pYFxv4kODE/s320/snapshot20091115195606.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404453746135579858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sua homossexualidade. Ou seja, podem dar suas vidas pelo país, mas só se ficarem no armário. O &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u636806.shtml"&gt;Obama já prometeu abolir&lt;/a&gt; essa política, mas ainda não estabeleceu um cronograma disso. É mais um dos absurdos do preconceito, mais uma das nossas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, eu gostei da variedade de sapas, fora a inclusão de bissexualidade e transsexualidade, o filme ainda mostra lésbicas tantos femmes quanto butches. Apesar de eu, pessoalmente, ser mais parcial às femmes (pronto, disse), adoro quando há uma diversificação dessa estética lésbica nos filmes. Acho que qualquer um que conhece várias sapas e tem amigas de diferentes tipos sabe que o nosso mundo não é feito só de femmes, nem só de butches, nem só de extremos. Acho isso super legal e acredito que existe muito mais fluidez nesse espectro do que se imagina. Bom, eis alguns exemplos dessa variedade:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB7qOVZ1zI/AAAAAAAAABs/tSVaGGTOdtw/s1600-h/snapshot20091115184717.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB7qOVZ1zI/AAAAAAAAABs/tSVaGGTOdtw/s200/snapshot20091115184717.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404455518177187634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB9ls-A89I/AAAAAAAAAB0/eYoPVQvOQr4/s1600-h/snapshot20091115201520.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB9ls-A89I/AAAAAAAAAB0/eYoPVQvOQr4/s200/snapshot20091115201520.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404457639524496338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB94tO0vLI/AAAAAAAAAB8/tnozWc27zmQ/s1600-h/snapshot20091115201631.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB94tO0vLI/AAAAAAAAAB8/tnozWc27zmQ/s200/snapshot20091115201631.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404457966012513458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB-NTQCshI/AAAAAAAAACE/Ackb-7wBYa4/s1600-h/snapshot20091115201801.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB-NTQCshI/AAAAAAAAACE/Ackb-7wBYa4/s200/snapshot20091115201801.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404458319815553554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB-4vIHUvI/AAAAAAAAACM/c39oHnuPAug/s1600-h/snapshot20091115195520.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwB-4vIHUvI/AAAAAAAAACM/c39oHnuPAug/s200/snapshot20091115195520.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404459066032870130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu por exemplo não sei direito onde me encaixo. Sou femme porque gosto de usar vestido e salto num baile, ou sou butch porque adoro usar bermuda e tenho cabelo curto? Sei lá, acho que sou um pouco dos dois e penso que muita gente também transita entre essas categorias. O filme mostra bem essa variadade e mostra como cada uma tem sua beleza. Cada uma pende para um certo lado, mas certamente não há uma rigidez. Nesse sentido achei uma boa evolução de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/but-im-cheerleader-o-lado-cmico-de-se.html"&gt;But I'm a Cheerleader&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt; onde cada personagem, homem ou mulher, se encaixava em um rótulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCARwrhPHI/AAAAAAAAACU/9ytQc12WNy4/s1600-h/snapshot20091115192205.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 220px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCARwrhPHI/AAAAAAAAACU/9ytQc12WNy4/s400/snapshot20091115192205.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404460595458161778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bom, essa é minha sugestão do dia. Fora todas as razões que eu já apontei, ainda tem a trilha sonora, muito boa com bastante som riot grrrl (Bikini Kill, Le Tigre, Team Dresh) e cenas de clubes undergrounds. E, como não poderia deixar de ser, tem também a vantagem de ter várias cenas de nudez e de sexo, que sempre deixam o filme mais interessante... ou não? Vocês me digam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCBdZw84rI/AAAAAAAAACc/v3hongZBOz0/s1600-h/snapshot20091115182207.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCBdZw84rI/AAAAAAAAACc/v3hongZBOz0/s320/snapshot20091115182207.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404461894976987826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enfim, é mais um trabalho da Jamie Babbit, que com certeza é uma diretora pra ficar de olho. O filme foi realizado com apoio da Power Up!, uma produtora cinematográfica sem fins lucrativos que patrocina projetos que tenham lésbicas como tema. Essa mesma organização financiou outro favorito meu, D.E.B.S., da Angela Robinson, mais uma cineasta lésbica, que prometo (ai ai, mais uma promessa) falar um dia aqui no Oráculo. IBTC conta com a participação de Guinevere Turner, atriz que produziou e estreou &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/go-fish-pra-comear-um-clssico.html"&gt;Go Fish&lt;/a&gt;, e com a celesbian Jenny Shimizu, que é famosa por ter tido um caso com Angelina Jolie e com a Madonna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, o filme pode ser achado por aí tranquilamente e as legendas estão disponíveis &lt;a href="http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3412833/itty-bitty-titty-committee-pt"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-3319947570953281972?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/3319947570953281972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=3319947570953281972' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/3319947570953281972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/3319947570953281972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2009/11/itty-bitty-titty-committee-feminismo.html' title='Itty Bitty Titty Committee: feminismo longe dos dramas do armário'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/TJKmAVbSNOI/AAAAAAAAAEI/0lWASY6ZYOQ/S220/DSC07766.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OC14yQNliFQ/SwCohW3g1KI/AAAAAAAAACk/D1pZUSCcqfs/s72-c/snapshot20091115184456.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-9091227877382690801</id><published>2009-07-27T20:54:00.022-03:00</published><updated>2009-10-22T22:13:43.084-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se assumir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>"I Can't Think Straight": comédia romântica com diversidade cultural</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-5dNqvibI/AAAAAAAAAWE/WaTm5WiDK1s/s1600-h/snapshot20091021215501.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395234790149425586" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-5dNqvibI/AAAAAAAAAWE/WaTm5WiDK1s/s400/snapshot20091021215501.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sei, eu sei. Faz horas que não escrevo. O que eu posso dizer? As coisas nem sempre são como a gente quer... Minha vida está meio complicada. Estou estudando de novo e trabalhando muito, então acaba sobrando pouco tempo para tudo o resto. Por outro lado tenho boas notícias: estou morando com minha namorada numa casa super legal (seria a casa dos nossos sonhos se não fosse pelo aluguel e pelas vizinhas chatas que não gostam de cachorro). Fica no Sul da Ilha, pra quem conhece Floripa, bem pertinho do meu irmão e da mulher dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sinto muita saudade de escrever no blog e dos comentários de vocês, então hoje me empolguei pra compartilhar um filme visto recentemente: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I Can't Think Straight&lt;/span&gt; (2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme sobre uma mulher que está prestes a se casar e acaba conhecendo e se apaixonando por outra mulher. Hmmm, plot velho né? Alguém se lembra de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagine You &amp;amp; Me&lt;/span&gt;? (Sei que&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-68l6cgsI/AAAAAAAAAWM/weazeqofZ2M/s1600-h/snapshot20091021220515.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395236428745310914" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-68l6cgsI/AAAAAAAAAWM/weazeqofZ2M/s320/snapshot20091021220515.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 256px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt; ainda não falei desse filme no Oráculo, mas com certeza vocês já ouviram falar). Mas só o enredo é batido, a execução é bem legal e vale a pena conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro de tudo pela diversidade das personagens. O filme se passa em Londres na sua maior parte, e uma das personagens (Leyla, à esquerda na imagem ao lado) é muçulmana de origem indiana, enquanto que a outra (Tala, à direita) é da Jordânia, de origem palestina e vinda de uma família cristã. Adoro quando a diversidade é realçada em filmes que lidam com questões de gênero e sexualidade. Acho que em muitas aspectos estamos presas ao universo hollywoodiano, e também à sua estética branca e ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda bem que filmes sobre lésbicas ainda não viraram moda em Hollywood (fora raras exceções e os de mau gosto é claro) e têm seu nicho forte no cinema independente, que permite que a diversidade seja retratada com todas as suas cores. Vendo esses filmes eu me dou conta do quanto de beleza existe fora do padrão estético hollywoodiano. Alguém nega isso olhando para essas imagens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-7dL9YY1I/AAAAAAAAAWU/8USbZ_6CUG4/s1600-h/snapshot20091021221033.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395236988713984850" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-7dL9YY1I/AAAAAAAAAWU/8USbZ_6CUG4/s320/snapshot20091021221033.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 256px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-7o3E_LVI/AAAAAAAAAWc/nHimiP_WGy8/s1600-h/snapshot20091021221101.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395237189267172690" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-7o3E_LVI/AAAAAAAAAWc/nHimiP_WGy8/s320/snapshot20091021221101.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 256px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St--FUe7EpI/AAAAAAAAAWk/B3TrfY52Z1o/s1600-h/fotojunta.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395239877220176530" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St--FUe7EpI/AAAAAAAAAWk/B3TrfY52Z1o/s320/fotojunta.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 184px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Muito provavelmente o filme deve a sua diversidade à diretora, Shamim Sharif, que é de origem sul-asiática e sul-africana. Ela é responsável por outro filme sobre lésbicas chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The World Unseen&lt;/span&gt;, que pretendo comentar futuramente no Oráculo. Os dois filmes surgiram de romances escritos pela por ela mesma, que ganharam vários prêmios literários e de cinema. Em resumo, ela é uma dessas pessoas que temos sempre que ficar de olho, tal como Angela Robinson e &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/fun-home-o-gnio-de-alison-bechdel.html"&gt;Alison Bechdel. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama, como já dei a entender não muito sutilmente, não traz muitas surpresas. Tala está prestes a se casar quando conhece Leyla. As duas começam a trocar olhares e quando percebem já estão na cama. Daí vem a parte da angústia em relação às famílias tradicionais e a invariável escolha entre ficar no armário ou se assumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leyla lida melhor com a situação, e uma vez que descobre o porquê de todos aqueles livros da &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St--s7FxTOI/AAAAAAAAAWs/v5VX8HcXT-c/s1600-h/snapshot20091021221401.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395240557598559458" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St--s7FxTOI/AAAAAAAAAWs/v5VX8HcXT-c/s320/snapshot20091021221401.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 227px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 284px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sarah_Waters"&gt;Sarah Waters &lt;/a&gt;e daqueles cds da K.D. Lang ela respira fundo e encara a família. Você pode ver pela foto ao lado o quanto a mãe dela curtiu a ideia (eventualmente, como na maior parte dos casos, ela melhora de postura, e é legal que o pai dela a apóia desde o começo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Tala decide se afastar de Leyla e tenta seguir com o casamento até a véspera do mesmo... tsc tsc. Depois a dor de cotovelo bate forte... mas como toda comédia romântica (sobre e para lésbicas) as duas acabam voltando aos braços uma da outra. E como vale a pena esperar por esse momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei a química entre as duas muito legal, e não prejudica nada o fato das duas serem lindas de morrer e terem aquele quê de sapas que não é toda atriz que consegue reproduzir. Também gostei da maneira como os dilemas foram enfrentados pelas personagens, com drama mas sem muito drama, se é que isso faz sentido. Sei lá, não é sempre que você quer ver um dilema existencial de duas horas para chorar do começo ao fim... às vezes só quer ver uma história legal entre duas mulheres. Mas eu já assumi &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/ninas-heavenly-delights.html"&gt;antes &lt;/a&gt;que adoro comédias românticas então não adianta ficar escondendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que chamou a atenção foi a discussão sobre as diferenças religiosas e culturais &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St_AWit4sjI/AAAAAAAAAW0/43r9G7BLH_8/s1600-h/snapshot20091021215735.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395242372122063410" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St_AWit4sjI/AAAAAAAAAW0/43r9G7BLH_8/s320/snapshot20091021215735.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 256px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;entre as duas. Apesar das duas virem de famílias tradicionais e conservadoras em seus países de origem, as histórias são diferentes. É interessante ver como a família de origem palestina lida com assuntos referentes a Israel de maneira polêmica no jantar, ao mesmo tempo em que a família indiana discute a fé e dedicação à religião muçulmana. Quando essas duas discussões se encontram, há certo atrito, mas desenvolvido de maneira muito boa pelo roteiro e direção. Como eu já disse, um drama sem muito drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, fica a dica então. Pra quem quiser ver o filme, é bem tranquilo de achar pelos caminhos usuais na internet. As legendas em português você pode baixar por &lt;a href="http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3511463/i-can-t-think-straight-pb"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-9091227877382690801?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/9091227877382690801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=9091227877382690801' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/9091227877382690801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/9091227877382690801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2009/07/i-cant-think-straight-comedia-romantica.html' title='&quot;I Can&apos;t Think Straight&quot;: comédia romântica com diversidade cultural'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/St-5dNqvibI/AAAAAAAAAWE/WaTm5WiDK1s/s72-c/snapshot20091021215501.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-7464827761036577277</id><published>2009-03-23T23:59:00.018-03:00</published><updated>2009-03-31T22:01:58.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se assumir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>"For the Bible Tells Me So": uma cruzada pela verdade na discussão entre homossexualidade e religião</title><content type='html'>Depois de tanto tempo sem postar (outra hora me explico, mas envolve uma namorada ocupadíssima, um trampo muito estressante, trabalho voluntário que exige horrores de tempo e aulas como caloura na UFSC, sim, de novo) queria me redimir com um post sobre um dos documentários mais marcantes que já vi. &lt;i&gt;For the Bible Tells Me So&lt;/i&gt; fala de religião e homossexualidade, e dos inevitáveis (será?) conflitos que advém quando os dois se cruzam.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKvpaFCPUI/AAAAAAAAAT8/cchLP8YYw8k/s1600-h/anita_bryant_med.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 250px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKvpaFCPUI/AAAAAAAAAT8/cchLP8YYw8k/s320/anita_bryant_med.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319507235787914562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme começa com uma cena clássica da Anita Bryant, uma religiosa fanática que fez campanha contra homossexuais nos anos 70, levando uma tortada na cara (quem viu &lt;i&gt;Milk&lt;/i&gt; vai lembrar dela). Isso já é em si só uma amostra de quanto os ânimos se acirram quando a questão religião e homossexualidade começa a ser discutida em qualquer lado da balança. Em seguida vemos e ouvimos vários trechos de sermões e discursos do naipe de "Estamos destruindo o alicerce da sociedade", "Este país está fazendo de tudo para fazer as pessoas acreditarem que é ok ser gay. Quando não é. Por isso Deus destruiu Sodoma e Gomorra e por isso Deus vai destruir este país", misturados com imagens de passeatas por direitos gays e paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKv3s0lWXI/AAAAAAAAAUE/0mIeLGrawNM/s1600-h/god-hates-fags-308.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKv3s0lWXI/AAAAAAAAAUE/0mIeLGrawNM/s320/god-hates-fags-308.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319507481337354610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em menos de cinco minutos se vocês forem como eu já estarão chocados com o discurso de ódio que é proferido contra a população LGBT. Eu digo chocado não no sentido de surpresa, porque todos sabemos do que se trata (muitos de nós já sentiram na pele), mas no sentido de não conseguir aceitar a simples existência desse discurso. Eu sempre me sinto assim, não consigo me acostumar ao fato de milhões de pessoas odiarem o que eu sou com tanta veemência. Estou mais do que ciente da existência desse ódio e preconceito, mas por mais que eu ouça e me informe e lute contra isso, a cada nova vez que eu escuto me vem a sensação de choque e incredulidade novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, mas continuando sobre o filme (estou revendo pela quarta vez pra escrever o post e já estou com lágrimas nos olhos). As histórias são contadas através das perpectivas de cinco famílias religiosas que tiveram que lidar com um filho gay ou uma filha lésbica. Aos poucos vamos nos familiarizando com esses personagens, com essas famílias que sofreram e ainda sofrem tentando aceitar a ideia de que um dos seus filhos queridos também é um dos que a Bíblia condena como uma abominação. Como fazer para conciliar seu amor por um membro estimado da família com a convicção de que a Bíblia classifica ela ou ela como não naturais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero entrar em nenhuma questão de religião específica, mas acho que existe sim uma razão ou um propósito para que nasça um filho ou filha homossexual dentro de uma família preconceituosa. Acredito que é uma das grandes ironias da vida (e, porque não dizer, &lt;i&gt;divinas&lt;/i&gt;): é muito fácil julgar o outro, o diferente, ter preconceito e condenar aquilo que pra você é alheio. Quantas vezes não vemos a religião sendo usada para propagar justamente esse ódio ao diferente? Mas como fazer quando de repente a diferença chega até você? Quando não é mais o garoto efeminado da novela que é  bixa, ou a menina de estilo moleque do seu bairro que é sapatão, ou qualquer outro estereótipo, o que fazer quando você descobre que o seu filho ou sua filha são aquilo que você sempre desprezou sem maiores considerações? O documentário lida com essas contradições. Cinco famílias religiosas que enfrentaram essa situação, algumas bem outras nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o filme já começa desafiando essa questão de diferença. Os gays não são colocados como&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKxB8WMwQI/AAAAAAAAAUM/yQctpHqXT04/s1600-h/Robinson-Gene.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKxB8WMwQI/AAAAAAAAAUM/yQctpHqXT04/s320/Robinson-Gene.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319508756815200514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; diferentes, e tampouco os religiosos. Ao invés de contar a história de um ponto de vista "nós" versus "eles", "homossexualidade" versus "Bíblia", "gays" versus "religiosos", como se fossem lados opostos em uma batalha, o filme nos conta as histórias de quando não há o diferente, nem de um lado nem de outro. Quando os dois lados fazem parte da mesma família. A ideia do filme é fugir dessa polarização e lidar com o assunto da melhor maneira, de uma maneira humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos aos casos individuais. A primeira família é a de Gene Robinson. Eu não sei se vocês já ouviram falar dele, mas se ainda não sabem quem é deveriam ir atrás. Ele foi o primeiro religioso abertamente gay a ser consagrado como Bispo na Igreja Episcopal. Um homem que quebrou barreiras e foi inclusive convidado a dar uma prece na inauguração das festividades da posse do Obama (no meio de uma polêmica entre Obama e o movimento LGBT pelo fato do primeiro ter convidado um religioso anti-gay, Rick Warren, para fazer a oração no dia da inauguração). Os pais já idosos dele falam de como Gene nasceu com problemas de saúde, e de como eles agradeciam a Deus pelo filho ter crescido normalmente apesar dos médicos terem falado que ele sofreria com problemas de desenvolvimento. Eles se emocionam ao contar a história.  É muito claro que amam o filho genuinamente e tem orgulho dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK8Kvo4Q6I/AAAAAAAAAVc/J3bb8m6wVDU/s1600-h/for_the_bible.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 158px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK8Kvo4Q6I/AAAAAAAAAVc/J3bb8m6wVDU/s200/for_the_bible.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319521002650616738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A próxima família a ser apresentada é a dos Poteats (ao lado). A fala que mais me marcou nos relatos dessa família é a do pai quando fala que rezava a Deus para seus dois filhos, um menino e uma menina. Que o menino não virasse uma bixa, e que a menina não se transformasse numa vadia. A grande ironia de acordo com ele é que Deus ouviu as preces dele. Foi a filha que se revelou lésbica...   (Sempre achei que foi exatamente o que aconteceu com meu pai...) Homossexualidade era uma coisa que ele nunca esperaria que acontecesse comigo, justo a filha menina (acho que as pessoas quando pensam em homossexualidade acabam lembrando só dos gays mesmo tsc tsc). Em seguida os Reitans, que tem um filho adolescente gay, são apresentados e logo depois os Gephardts, que tem uma filha lésbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que as primeiras quatro famílias são brevemente apresentadas o documentário foca um &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKxcW3dFNI/AAAAAAAAAUU/U6AhP5Ipwuk/s1600-h/forthebibletellsmeso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 130px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKxcW3dFNI/AAAAAAAAAUU/U6AhP5Ipwuk/s200/forthebibletellsmeso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319509210610603218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;bom tempo na palavra "abominação", que é como a Bíblia descreve atos homossexuais em algumas passagens tais como Levítico 20:13. As entrevistas com as pessoas na rua mostram o quanto de ignorância há por trás da ideia do que exatamente a Bíblia fala, já que muitos nunca leram as tais passagens que condenam a homossexualidade.  Na passagem citada o que acontece é que ao mesmo tempo em que classifica um homem deitar com outro homem como abominação, um pouco antes também classifica a ingestão de frutos do mar como tal, e um pouco abaixo condena misturar mais de uma semente na mesma plantanção como abominação. A leitura literal de apenas um verso fora de contexto é o mal que aflige aqueles que usam a Bíblia para justificar seus preconceitos, conforme vários teólogos entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário relata um pouco de como foi para os filhos e filhas se assumirem para si mesmos e depois para os pais. O processo é mostrado através dos dois pontos de vista e não há como não se emocionar com alguns dos relatos. Me identifiquei com várias das histórias e acho que deve ser uma reação comum pra quem já viveu isso na pele. Acho que em toda a história de se assumir e de assumir para os pais há alguns elementos em comum: o medo de não ser aceito, medo de não ser mais amado, medo de ser motivo de vergonha para os pais, o medo de não se sentir parte de algo maior, entre outros por parte dos filhos; e por parte dos pais a sensação de não conhecer mais seu filho, o medo de que ele ou ela percam seu rumo na vida, o medo de um "estilo de vida" (não concordo com essa expressão) desconhecido, a sensação de ter todos os sonhos para aquela pessoa despedaçados de uma vez só... "Foi como uma morte" disse o pai de Jake, da família Reitan. Acho que é algo do gênero para os dois lados... Em compensação existe também a sensação de renascimento, você sai disso tudo uma nova pessoa, a pessoa que você verdadeiramente é, e acho que no final os pais entendem isso (na maior parte das vezes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKzgRYH0rI/AAAAAAAAAUk/kM9jmjVc2Z8/s1600-h/geppic1977.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 147px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKzgRYH0rI/AAAAAAAAAUk/kM9jmjVc2Z8/s200/geppic1977.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319511476879741618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKzqesnnnI/AAAAAAAAAUs/LVuKJddyj_Q/s1600-h/610x.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 138px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKzqesnnnI/AAAAAAAAAUs/LVuKJddyj_Q/s200/610x.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319511652254064242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Amor incondicional" fala Dick Gephardt (um político proeminente do partido democrata americano), pai de Chrissie (foto acima). Ele resume bem o sentimento que precisa ser redescoberto para que haja a aceitação. Chrissie teve muita sorte, seus pais a aceitaram imediatamente e a asseguraram que seu amor continuaria o mesmo e que a apoiariam sempre. Com certeza algo que muitos de nós ainda esperam ouvir. Já aviso que às vezes demora um pouco, como no meu caso e a dos outros no documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKyTBzg-YI/AAAAAAAAAUc/d9ZvRtyyl2w/s1600-h/for+the+bible+tells+me+so+-+jake.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 146px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKyTBzg-YI/AAAAAAAAAUc/d9ZvRtyyl2w/s200/for+the+bible+tells+me+so+-+jake.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319510149849741698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi o caso de Jake, da família Reitan (na foto acima com os pais). Seus pais não sabiam como lidar com a situação e procuraram o apoio de um pastor parente deles que os aconselhou a não aceitar o filho como homossexual, que ele poderia mudar e que o faria com a ajuda da igreja e deles. Sugeriu que algumas pessoas passam por fases na vida onde sentem atração pelo mesmo sexo e que talvez fosse o caso com Jake, que ainda era adolescente. Eu pergunto a todos os pais com filhos gays ou quaisquer outras pessoas com essa ideia: será que é realmente plausível que alguém escolha voluntariamente passar por esse tipo de sofrimento por um sentimento passageiro? Eu pergunto pra quem acha que ser gay ou lésbica é questão de escolha, de "estilo de vida": quem escolheria sofrer preconceito diariamente? Se fosse uma escolha realmente, quem escolheria isso? Quem escolheria o medo de ser rejeitado pelos próprios pais? É claro que não temos escolha, nascemos assim e somos obrigados a enfrentar uma sociedade inteira para termos uma chance de ser felizes. Eu acho que cada um de nós deveria receber um prêmio, só pela coragem de assumir ser algo diferente do que a sociedade dita para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que alguns programas religiosos ditam é que homossexualidade é uma escolha e que o que &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK0_pDHgBI/AAAAAAAAAU0/JJLLa2yqY4U/s1600-h/image_14085.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 225px; height: 210px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK0_pDHgBI/AAAAAAAAAU0/JJLLa2yqY4U/s320/image_14085.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319513115321663506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;você deve fazer para "salvar" seu filho é não aceitá-lo. Isso é a pior coisa que se pode fazer numa hora dessas, diz uma psicóloga no documentário. É justamente o período mais frágil na vida de alguém e pode ser devastador ser rejeitado pelas pessoas que você mais depende. A história da quinta família no documentário mostra isso claramente. A mãe, Mary Wallner (ao lado com as duas filhas), conta como rejeitou sua filha (direita na foto), como usou as passagens da Bíblia para dizer as coisas muito pouco amáveis como "eu te amo, mas sempre vou odiar isso em você", na maneira que julgava correta pelas intruções da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso afastou Anna, a filha, cada vez mais até que ela cometeu suicídio. Infelizmente essa é uma realidade no nosso mundo, gays e lésbicas são três a sete vezes mais propensos a cometer suicídio, e essa taxa aumenta ainda mais quando se trata de adolescentes. Acho que as pessoas não conseguem entender inteiramente o que é sentir solidão por completo, o que é sentir-se o único no mundo. O que é sentir-se realmente só. Um dos entrevistados que trabalha numa ONG de prevenção ao suicídio do estilo do CVV diz que uma das cinco maiores razões para os jovens ligarem para pedir apoio é por razões religiosas. O que a Igreja faz é criar um mundo onde a pessoa se sente ainda mais só, como se nem Deus aprovasse da sua existência, como se não houvesse maneira de conciliar fé e homossexualidade. Um mundo onde a primeira resposta é o ódio a si mesmo, é a falta de aceitação de si mesmo. Um mundo onde há o medo de falar com os pais, com os professores, com os líderes religiosos, com os amigos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK1lQW3y7I/AAAAAAAAAU8/8TPUohGdiUc/s1600-h/86_2720-For+the+Bible.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 109px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK1lQW3y7I/AAAAAAAAAU8/8TPUohGdiUc/s200/86_2720-For+the+Bible.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319513761528662962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E o que acontece também é que se cria um mundo onde a violência contra gays e lésbicas é justificada pela Bíblia. Assim como a Bíblia foi erroneamente usada para validar escravidão, opressão contra as mulheres, apartheid, anti-semitismo, e asim por diante, hoje é usada para justificar preconceito com a população LGBT. Nós somos o novo "outro". O clima político é um em que a violência contra gays e lésbicas é tida como um ato divino, alguém fazendo a vontade do Senhor. A mensagem de amor e compaixão expressa na Bíblia fica perdida em meio à alienação do preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha crença teológica é que todas as relações baseadas em amor são honradas por Deus&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK6iIzXYKI/AAAAAAAAAVE/awDZ9D3tO5s/s1600-h/Lesbian_couple_holding_hands.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 199px; height: 298px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK6iIzXYKI/AAAAAAAAAVE/awDZ9D3tO5s/s320/Lesbian_couple_holding_hands.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319519205519220898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;" diz um dos entrevistados. Amor é um sentimento divino, como poderia ser condenado por Deus? Em que realidade seria plausível que Deus condenasse um amor tão puro quanto qualquer outro? "Jesus sempre abraçou os excluídos, como alguém usaria suas palavrar para excluir um grupo de pessoas e se proclamar cristão não faz sentido para mim" diz outra entrevistada. Amor, inclusão, compaixão: esses são os sentimentos ensinados por Jesus. Onde as pessoas encaixam preconceito dentro disso não entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rabino entrevistado lembra que na Bíblia um homem adquiria sua mulher. Não fazemos mais isso, diz ele. O conceito de casamento mudou desde aquela época, completa. Então porque será que as pessoas tem tanto medo de redefinir o que é o casamento? Dizem que a legalização das uniões gays irá redefinir o que significa casamento. E daí? É o que se faz com o passar do tempo, se redefinem as coisas. O conceito de casamento vem mudando há séculos, justamente agora significará o fim da sociedade? Não era o que diziam do casamento interracial? Do divórcio? Pelo que me consta essas foram redefinições do que é casamento e ainda continuamos aqui, o mundo ainda não acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK7GcTY2RI/AAAAAAAAAVM/tLws_MR-cnQ/s1600-h/190px-Archbishop-Tutu-medium.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK7GcTY2RI/AAAAAAAAAVM/tLws_MR-cnQ/s200/190px-Archbishop-Tutu-medium.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319519829229099282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Eu não consigo imaginar, por mais que tente que Deus puna as pessoas dessa maneira. Eu vou te punir porque você é negro, você deveria ter sido branco. Eu vou te punir porque você é mulher, você deveria ter sido homem. Vou te punir porque você é homossexual, você deveria ter nascido heterossexual. Não consigo realmente imaginar que seja assim que Deus veja essas coisas." Desmond Tutu, arcebispo e nobel da paz pela sua luta contra o Apartheid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, estou eu aqui novamente chorando ao terminar de assistir esse documentário. Acho que é o tipo de filme que tinha que ser mostrado nas salas de aula. As legendas em português demoraram um tanto, mas estão disponíveis nesse &lt;a href="http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3331497/for-the-bible-tells-me-so-pb"&gt;link&lt;/a&gt;. O filme em inglês está disponível na íntegra no Youtube, mas também é bem fácil de conseguir para baixar nos caminhos usuais. Acho que ficou claro pelo meu post imenso que eu mais do que recomendo. É dos meus filmes favoritos de todos os tempos e programa obrigatório para vocês minhas leitoras e leitores.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK7m7qf_tI/AAAAAAAAAVU/frzbUw3tVV8/s1600-h/dvdbible-300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdK7m7qf_tI/AAAAAAAAAVU/frzbUw3tVV8/s320/dvdbible-300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319520387403349714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-7464827761036577277?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/7464827761036577277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=7464827761036577277' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7464827761036577277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7464827761036577277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2009/03/for-bible-tells-me-so-uma-cruzada-pela.html' title='&quot;For the Bible Tells Me So&quot;: uma cruzada pela verdade na discussão entre homossexualidade e religião'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SdKvpaFCPUI/AAAAAAAAAT8/cchLP8YYw8k/s72-c/anita_bryant_med.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-5012610651399002804</id><published>2008-11-05T21:20:00.014-02:00</published><updated>2008-11-05T22:37:00.663-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>Sobre Vitórias e Derrotas: a eleição americana e a perda de direitos LGBT</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI1I52KYwI/AAAAAAAAANk/NCTucg47fVk/s1600-h/thankyou_banner.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 147px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI1I52KYwI/AAAAAAAAANk/NCTucg47fVk/s400/thankyou_banner.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265329341432750850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;!--DIV {margin:0px;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;div style="font-family: times new roman,new york,times,serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;div&gt;Acordei hoje super feliz com a notícia de que o Obama havia vencido de lavada. Os democratas levaram não só a presidência, mas a maioria no senado e na câmara. Podemos todos respirar um pouco mais aliviados de que o mundo não vai para o buraco junto com os americanos tão cedo quanto iria com um outro mandato republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os jornais citam esse dia como um &lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/11/05/us/politics/05elect.html?em"&gt;marco &lt;/a&gt;na história, principalmente por Obama ser o primeiro presidente eleito afro-descendente. É uma coroação dos movimentos pelos direitos civis dizem muitos militantes daquela época que lutaram contra a segregação racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI1ci3uNfI/AAAAAAAAANs/_g9VXaGBfQg/s1600-h/NoOnProp8JMG1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 224px; height: 168px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI1ci3uNfI/AAAAAAAAANs/_g9VXaGBfQg/s320/NoOnProp8JMG1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265329678862661106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Infelizmente em relação a direitos civis a eleição foi apenas um marco histórico para os afro-descententes mesmo. A população LGBT americana perdeu muitos direitos com esse resultado. Incrível como em todo o resto aparentemente houve um movimento em direção ao centro, se afastando do conservadorismo de forma inédita na história americana (em um estado até pesquisa com células-tronco foram aprovadas), mas quando se trata de direitos LGBT é difícil ver os resultados sem ficar ao menos um pouco frustrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me explicar melhor isso: junto com as eleições presidenciais, os americanos sempre aproveitam a oportunidade para realizar vários plebiscitos e ontem vários estados votaram a favor ou não da adoção de crianças por casais do mesmo sexo e a favor ou não da legalização de uniões civis entre homossexuais. O resultado foi um retumbante "AINDA SOMOS PRECONCEITUOSOS EM RELAÇÃO A ISSO E ACREDITAMOS QUE VOCÊS NÃO MERECEM OS MESMOS DIREITOS".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia, pelo menos por agora, ainda não está comentando nada a respeito disso. Estão muito ocupados louvando o sonho americano e a vitória da luta pelos direitos civis dos afro-descendentes. Ainda não viram a ironia suprema que é falar em vitória de direitos civis enquanto toda uma parte da população é relegada à marginalidade e segregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, quem sabe isso nos sinalize que daqui a quarenta anos talvez o povo tenha conseguido superar os preconceitos contra os LGBT da mesma maneira  que conseguiram contra os afro-descendentes (será? O próprio Obama diz pra acreditar em mudança). Quem sabe então possamos visualizar um cidadão concorrendo à presidência independente não só de sua cor, mas também de seu gênero e sexualidade. Eu ficaria feliz só em saber que os cidadãos LGBT de lá possam ter direitos iguais a quaisquer outras pessoas, como diz a tão aclamada constituição deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que estamos mais perto que eles de conseguir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o &lt;a href="http://edition.cnn.com/ELECTION/2008/results/ballot.measures/"&gt;link &lt;/a&gt;para ver os resultados nos vários estados (alguns ainda estão contando os votos, mas acho &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI6AOs8-UI/AAAAAAAAAN0/MWydUcmXRXE/s1600-h/anti-same-sex-marriage-2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI6AOs8-UI/AAAAAAAAAN0/MWydUcmXRXE/s320/anti-same-sex-marriage-2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265334689970583874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;que os  resultados não vão mudar de rumo não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que este post não teve muito a ver com filmes, ou seriados, ou documentários... Mas foi algo que me veio naturalmente hoje de manhã no trabalho enquanto lia sobre os resultados. A minha frustração ao ler sobre os plebiscitos quase que igualou a minha alegria anterior ao saber da vitória de Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, quero dizer que quero voltar a postar no meu ritmo normal a partir deste mês (e não, esta não é só mais uma promessa de campanha). Fui promovida no meu novo trampo e as coisas estão mais calmas o suficientes para que eu possa voltar a me dedicar como gosto do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Legenda do cartoon:&lt;br /&gt;Codificação do casamento:&lt;br /&gt;Gays - Mal encarnado&lt;br /&gt;Bissexuais - Confuso&lt;br /&gt;Ateus - Sem sentido&lt;br /&gt;Liberais - Maculado&lt;br /&gt;Conservadores sem filhos - Suspeito&lt;br /&gt;Conservadores com filhos - Aprovado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-5012610651399002804?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/5012610651399002804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=5012610651399002804' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/5012610651399002804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/5012610651399002804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/11/sobre-vitrias-e-derrotas-eleio.html' title='Sobre Vitórias e Derrotas: a eleição americana e a perda de direitos LGBT'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SRI1I52KYwI/AAAAAAAAANk/NCTucg47fVk/s72-c/thankyou_banner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-6588209692142893223</id><published>2008-08-26T19:04:00.015-03:00</published><updated>2008-08-27T05:16:52.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes de época'/><title type='text'>"Personal Best": quebrando o tabu das lésbicas nos esportes (homenagem às Olimpíadas)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSCBpXYw5I/AAAAAAAAAMs/3ye5zqXvtY0/s1600-h/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSCBpXYw5I/AAAAAAAAAMs/3ye5zqXvtY0/s400/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238955231334155154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olá queridas leitoras e leitores!&lt;br /&gt;Sei que faz um tempo que não escrevo, mas como já expliquei no último post foi por boas causas... Tanto foi por uma boa causa que estou prestes a ser promovida no trampo novo já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao post... Eu adoro Olimpíadas e esportes em geral (Sou sapa afinal de contas...), e agora como estou trabalhando alguns dias durante a noite acompanhei de perto os jogos em Pequim e torci muito pros nossos atletas. Em homenagem aos jogos olímpicos preparei uma seleção especial de filmes e o primeiro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Personal Best&lt;/span&gt;, de 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é meio antigão e longo, mas é um ótimo filme de esportes e foi um marco na história dos  filmes lésbicos. Junto com Desert Hearts (1985), faz parte da pequena lista de filmes clássicos dos anos 80, e por clássicos eu quero dizer únicos. Naquela época a gente não tinha tantas opções, e quaisquer personagens lésbicas, bissexuais ou gays que eventualmente apareciam eram completamente estereotipados, retratados como psicopatas, párias, etc, salvas essas raras exceções citadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês acompanharam as Olimpíadas como eu provavelmente vão gostar deste filme&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSCoQim-GI/AAAAAAAAAM0/uHBp3ZIuaS8/s1600-h/842207-3985-ga.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 139px; height: 169px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSCoQim-GI/AAAAAAAAAM0/uHBp3ZIuaS8/s200/842207-3985-ga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238955894685235298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; apesar dos seus defeitos. E, se acompanharam como eu, provavelmente também notaram que a atleta russa Yelena Isinbayeva do salto com vara é uma gracinha (elegi como a musa dessas Olimpíadas... estou obcecada por ela... a Ju não aguenta mais me ouvir falando dela), que o vôlei de praia tem certos atrativos especiais, que hóquei de grama não é tão chato quanto parece, e assim por diante... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Personal Best&lt;/span&gt; explora justamente isso, que esportes são excitantes, emocionantes, e (por quê não?) às vezes super sensuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esporte do filme é atletismo, pentlato pra ser mais específica, e a trama gira em torno da preparação de um grupo de atletas de uma faculdade rumo às classificatórias das olimpíadas de 1980 em Moscou. Mariel Hemingway (sim, a neta do autor--à direita na foto abaixo) interpreta Chris, uma novata super verde que sonha em ser competitiva e tem uma veia chorona tipo a da Jade (a Barbosa, da ginástica artística, claro que vocês sabem quem é...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSDn1EORsI/AAAAAAAAAM8/M6duQyQcQj4/s1600-h/%5BLgbt%5D+Personal+Best.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSDn1EORsI/AAAAAAAAAM8/M6duQyQcQj4/s320/%5BLgbt%5D+Personal+Best.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238956986821658306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Logo no começo do filme ela se atrapalha com as barreiras, faz um tempo ruim numa competição e fica toda chorona--é quando ela conhece a Tory, atleta mais velha e experiente, vivida pela linda Patrice Donnelly(à esquerda na foto). Das duas atrizes a que ficou famosa e continuou a carreira foi a Hemingway, mas eu pessoalmente acho a Donnelly melhor atriz e muito mais bonita (não adianta, prefiro morenas mesmo), depois vocês me dizem qual delas preferem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara elas se dão bem e a relação das duas deslancha em pouco tempo, com direito à várias cenas de nudez e sexo, o que é claro não achei nem um pouco ruim... Essa progressão no relacionamento foi feita de maneira rápida, mas bem natural e fica claro que elas desenvolvem uma ligação bem forte logo de início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem atenção no cenário da primeira cena de nudez das duas com um certo abajur de pelicano &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSEnqu_d-I/AAAAAAAAANE/QvMo-M-i1-g/s1600-h/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00012.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 249px; height: 166px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSEnqu_d-I/AAAAAAAAANE/QvMo-M-i1-g/s200/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00012.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238958083559880674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;breguíssimo estilo anos 70... impagável. Fora o cenário brega e enquadramento estranho achei a cena bem interessante e a naturalidade das duas me chamou a atenção. Outros momentos que me agradaram têm mais a ver com cenas do cotidiano do que com sexo, eu realmente curto quando os filmes mostram retratos das vidas dos personagens no dia a dia, fora da trama principal (outro filme que me chamou a atenção neste aspecto foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Treading Water&lt;/span&gt;, que amei e espero logo escrever um post a respeito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa começa a degringolar quando o treinador resolve colocar as duas na mesma modalidade, o pentlato, que era especialidade de Tory, e a competitividade começa a aflorar. Não consegui entender na verdade qual a motivação deste personagem no filme, os atos aleatórios de machismo e estupidez com as atletas não ficaram muito coerentes, pelo menos pra mim. Ele instiga competitividade entre elas e consegue afetar o relacionamento. A tensão vai escalando até que elas não aguentam mais e terminam. Eu sei que eu mencionei que este é um clássico lésbico, mas na verdade se for ser precisa o filme retrata mais a bissexualidade de Chris, já que quando ela termina com Tory, começa a sair com homens, mas em nenhum momento elas se definem como uma coisa ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSF9BS5SjI/AAAAAAAAANM/Fq0WRz6QSbQ/s1600-h/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSF9BS5SjI/AAAAAAAAANM/Fq0WRz6QSbQ/s320/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238959549904931378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sempre tenho um pé atrás com esse tipo de enredo, mas neste caso o roteiro lida bem com a transição. Chris não nega o relacionamento e atração que teve por Tory, não descarta como simples experimentação como outros filmes que já vi e que me irritaram. Para Chris, o relacionamento com Tory foi sério, intenso e bem real, mas que não deu certo e agora ela está à procura de outros relacionamentos. Não que eu tenha gostado dessa virada nos acontecimentos, mas fazer o quê... filme é que nem esporte, só dá pra torcer mesmo.... e eu sou uma romântica incurável que sempre quer ver as personagens ficando juntas... Mas o final é bem positivo e reflete o respeito que ambas sentem uma pela outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral eu gosto bastante deste filme, sim, ele tem seus defeitos, mas aprecio bastante seu valor histórico. Também curto muito o fato de ser um filme sobre esportes com personagens lésbicas e bissexuais, algo que desafiou tabus e que continua até hoje como sendo o único do gênero. O filme foi feito em 1982, mas os tabus resistem até hoje. Todo mundo sabe que o mundo dos esportes (assim como todas as esferas sociais) está cheio de lésbicas e até sabemos identificar quais são e quais os esportes com mais sapas (alguém falou em futebol feminino?), mas isso ainda não é sequer comentado pela mídia ou pelas próprias atletas. O que é visível é que ainda existe um preconceito muito grande no mundo esportivo (assim como em todas as esferas sociais... como eu me repito) mas existem sim exceções como &lt;a href="http://www.afterellen.com/blwe/08-08-08"&gt;estas atletas assumidas&lt;/a&gt; ou como o &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/olimpiada/modalidades/saltos_ornamentais/2008/08/23/australiano_deslumbra_pequim_com_ouro_e_assume_que_e_gay_1594112.html"&gt;saltador medalha de ouro que se assumiu&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora às coisas que eu não gosto em Personal Best...&lt;br /&gt;Acho que poderia ser bem mais curto, melhor editado e sem as várias cenas em câmera lenta (uma ou duas já está bom né?). Também acho que o roteiro poderia ser melhor, tem várias cenas que parecem não ter nenhuma conexão entre si ou simplesmente não adicionam nada à história. E eu tenho que comentar sobre a cena mais bizarra que já vi em um filme: quando Chris acha um namoradinho nadador lá pro final do filme, eles estão nus na cama e ele diz que vai no banheiro. Até aí tudo normal certo? Só que ela faz a maior manha e pede pra segurar o pênis dele enquanto ele faz xixi... Ele hesita mas acaba aceitando e a cena mostra os dois de costas... fiquei sem palavras quando vi pela primeira vez de tão bizarro que eu achei...  e mais uma vez é uma cena que não tem ligação nenhuma com o resto da história, ou talvez seja pra mostrar como a personagem está totalmente fora de si depois de terminar com a Tory... vamos rezar pra que seja isso e não alguma intenção freudiana do diretor...&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSJ8_4Ee4I/AAAAAAAAANU/aVZV3Vl-9qc/s1600-h/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00019.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 193px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSJ8_4Ee4I/AAAAAAAAANU/aVZV3Vl-9qc/s320/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00019.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238963947570494338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem a parte que eu achei inverossímel que é o tanto de drogas que os atletas usam... não tinha exame anti-doping naquela época? Ou será que maconha não aparecia nos testes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último, tem gente que reclama que o filme tem muitas cenas gratuitas de nudez... já eu nunca vou reclamar de ver várias atletas nuas numa sauna... Precisar precisar é claro que o filme não precisa daquelas cenas... mas também fazer mal não faz né? E sempre tem tanta cena gratuita de nudez nos filmes pra héteros... vamos aproveitar o tantinho que é voltado pra gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme dirigido por Robert Towne, roteirista famoso que escreveu roteiros como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chinatown&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bonnie e Clyde&lt;/span&gt;. Ficou conhecido no Brasil como "Tudo pela Vitória: As Parceiras". Infelizmente não encontrei legendas em português até agora, mas achei que como era uma ocasião especial ele merecia um post mesmo assim... Se alguém tiver arquivo com a legenda deste filme por favor me passe para que eu possa disponibilizá-lo para nossas colegas sapinhas que não merecem perder de ver o filme só porque não sabem inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-6588209692142893223?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/6588209692142893223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=6588209692142893223' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/6588209692142893223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/6588209692142893223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/08/personal-best-quebrando-o-tabu-das.html' title='&quot;Personal Best&quot;: quebrando o tabu das lésbicas nos esportes (homenagem às Olimpíadas)'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7oNljgIlsz8/SLSCBpXYw5I/AAAAAAAAAMs/3ye5zqXvtY0/s72-c/%5BLgbt%5D+Personal+Best.avi+-+00006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-7756048044364520896</id><published>2008-06-23T19:50:00.004-03:00</published><updated>2008-06-23T22:46:32.492-03:00</updated><title type='text'>Esclarecimento.... novo trampo e chegada da namorada!</title><content type='html'>Queridas leitoras e leitores...&lt;br /&gt;gostaria de deixar claro que não abandonei o blog. Muito pelo contrário, é um dos meus projetos a longo prazo e espero continuar escrevendo durante muito tempo ainda. Tendo dito isso, acho que agora  devo explicações a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela falta de atualizações no Oráculo de Lesbos é que consegui um novo emprego e ainda estou me adaptando aos novos horários. Aconteceu meio de repente, do jeito que todas as coisas boas acontecem na vida da gente. O meu irmão conseguiu um emprego num lugar super legal e estava super empolgado, e de uma hora pra outra abriu outra vaga, eu me candidatei, e já comecei o treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porém é que preciso cobrir as folgas dos outros, e por ser um serviço 24hs isso é meio complicado... Três dias da semana eu trabalho normalmente, das nove às cinco e vinte... mas nos outros três... Um horário é das dez da noite às quatro da manhã, outro é das quatro da manhã à uma da tarde, e o último é da uma da tarde às dez da noite.... meio puxado... e ainda estou me adaptando à essas mudanças... [fotinho do lugar onde estou trabalhando...   tirada no sábado quando não tem ninguém...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SGBRoM_voEI/AAAAAAAAAMk/EqOQZyQtqP0/s1600-h/ecentry+%288%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SGBRoM_voEI/AAAAAAAAAMk/EqOQZyQtqP0/s320/ecentry+%288%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215258119620239426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas já estou lá há algumas semanas, então estou pegando o ritmo. Só que quero adiantar que não postarei nada novo por mais umas três semanas no mínimo... e quem já lê o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oráculo &lt;/span&gt;há algum tempo deve imaginar porquê... a Ju, minha namorada, chega nesta quinta! Ela passou nove meses na Inglaterra, longe de mim... e agora está chegando! Finalmente! Então acho que vocês me dão este desconto né? Não sou de ferro, e depois de quase um ano de completo celibato eu mereço um tempinho com ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais uma coisinha: por este emprego ter surgido eu acabei não indo à Conferência GLBT em Brasília, mas vou ver se consigo de uma das minhas amigas que foi algum tipo de relato pra vocês, já que havia prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez queria deixar claro que o compromisso que eu tenho com o Oráculo é muito sério, e espero voltar a postar normalmente dentro de algumas semanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-7756048044364520896?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/7756048044364520896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=7756048044364520896' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7756048044364520896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7756048044364520896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/06/esclarecimento-novo-trampo-e-chegada-da.html' title='Esclarecimento.... novo trampo e chegada da namorada!'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SGBRoM_voEI/AAAAAAAAAMk/EqOQZyQtqP0/s72-c/ecentry+%288%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-4931132437010191189</id><published>2008-05-21T13:17:00.016-03:00</published><updated>2008-05-21T15:42:49.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transgêneros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='butch/femme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>"Better Than Chocolate": um filme sobre diversidades sexuais - Conferência GLBTT</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRop1TJXAI/AAAAAAAAALU/eXv30yZDD9c/s1600-h/Better+Than+Chocolate.avi+-+00001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRop1TJXAI/AAAAAAAAALU/eXv30yZDD9c/s400/Better+Than+Chocolate.avi+-+00001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202898537411075074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Escolhi falar deste filme na verdade como um gancho para relatar minha experiência como delegada na Conferência Estadual GLBTT de Santa Catarina, mas vamos com calma, primeiro o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Better Than Chocolate&lt;/span&gt; é um clássico do cinema lésbico, uma comédia romântica um pouco previsível [como todas as comédias românticas conseguem ser] mas também bastante divertido e com personagens bem variados e interessantes. A produção canadense  de 1999 conta a história de Maggie (Karyn Dwyer), uma lésbica assumida mas que ainda esconde sua sexualidade da mãe e irmão. A farsa fica mais difícil de manter uma vez que a mãe se separa do marido e resolve ir morar na casa da filha, que na verdade nem casa tem, está dormindo no sofá da livraria  lésbica onde trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maggie acaba arranjando um apê temporário, de uma mulher que dá aulas de educação sexual e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRo91TJXBI/AAAAAAAAALc/keLn7rzZASI/s1600-h/Better+Than+Chocolate.avi+-+00011.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRo91TJXBI/AAAAAAAAALc/keLn7rzZASI/s320/Better+Than+Chocolate.avi+-+00011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202898881008458770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; tem vibradores e dildos espalhados por todos os cômodos. Claro que isso acaba gerando várias situações cômicas, quando a mãe e o irmãos tropeçam pelos dildos na casa, ou abrem um armário com caixas etiquetadas "camisinhas" e "lubrificantes" e fingem que não vêem. Até achei meio engraçado da primeira vez que vi o filme, mas agora penso que é um pouco piada pronta demais.&lt;br /&gt;De qualquer forma, a melhor cena relacionada a essa situação é quando a mãe dela encontra por acaso uma caixa cheia de vibradores e dildos escondidos embaixo da cama e resolve experimentar um deles... impagável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRpS1TJXCI/AAAAAAAAALk/h6fBxen2PUU/s1600-h/Better+Than+Chocolate.avi+-+00002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRpS1TJXCI/AAAAAAAAALk/h6fBxen2PUU/s320/Better+Than+Chocolate.avi+-+00002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202899241785711650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O romance fica por conta da relação de Maggie e Kim (Christina Cox, a melhor atriz no filme na minha opinião e uma favorita das lésbicas), que fiéis aos estereótipo se mudam juntas ainda no primeiro encontro. A química entre elas é fenomenal, e as cenas de sexo [sim, cena&lt;span style="font-style: italic;"&gt;S&lt;/span&gt; de sexo, porque o filme tem várias, uma verdadeira exceção, e muito bem vinda] são das melhores do meu acervo. Inclusive mencionei a cena de sexo onde elas usam tinta e fazem um quadro com seus corpos em outro post como sendo um dos meus &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/04/8-desejos-antes-de-morrer.html"&gt;oito desejos antes de morrer&lt;/a&gt;: unir sexo e arte. Outra memorável acontece no banheiro da boate... vamos lá meninas, admitam... familar, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma personagem interessante na história é a transgênero Judy [eu utilizo o termo transgêreno aqui, em vez de travesti ou transsexual, porque é como ela se declara] que é apaixonada pela dona da livraria, a butch Francis. Esse relacionamento é um que eu gostaria de ver mais explorado, porque realmente é uma coisa que não vemos muito no cinema queer. Já vi bastantes documentários a respeito, mas filmes poquíssimos.&lt;br /&gt;Judy assume a identidade de gênero feminina e, enquanto mulher, se ve atraída por outra&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRpjFTJXDI/AAAAAAAAALs/osAVjqsvjnA/s1600-h/Better+Than+Chocolate.avi+-+00006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRpjFTJXDI/AAAAAAAAALs/osAVjqsvjnA/s200/Better+Than+Chocolate.avi+-+00006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202899520958585906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; mulher, uma lésbica: exatamente o tipo de situação que nos leva a refletir e desconstruir conceitos culturalmente enraizados, nos leva a separar identidade de gênero de sexualidade. O problema dentro do filme é que isso é feito de maneira um pouco didática demais pro meu gosto, quase que catequizando o espectador através de melodrama. Mas sendo este um assunto ainda tão delicado, talvez um pouco de didática demais não seja assim de todo mal. Destaque pra cena onde ela canta na boate a música &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OSn01MLcUXA"&gt;"I'm not a fucking drag queen"&lt;/a&gt;, uma das melhores do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRp7VTJXEI/AAAAAAAAAL0/KxjotP9gsTk/s1600-h/Better+Than+Chocolate.avi+-+00007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRp7VTJXEI/AAAAAAAAAL0/KxjotP9gsTk/s200/Better+Than+Chocolate.avi+-+00007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202899937570413634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um ponto forte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Better Than Chocholate&lt;/span&gt; pra mim é que consegue abranger várias expressões de sexualidade e identidade. Além dos pontos já citados, ele não deixa de lado nem a bissexualidade e tampouco a heterossexualidade. É claro que o foco principal é a relação homossexual entre Maggie e Kim, mas diferentemente de outros filmes com a mesma proposta ele não se limita a isso. Outra funcionária na livraria, Carla, é bi e acaba se envolvendo com o irmão de Maggie, Paul, que é heterossexual, e a cena de sexo entre eles é bem interessante também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um sub-enredo sobre liberade de expressão, censura, obscenidade e arte, que se inicia quando os livros com temática lésbica são detidos na alfândega e confiscados por serem taxados como obscenos, uma história livremente baseada em fatos reais. Os protestos e recursos são até interessantes de acompanhar, mas esta parte da história também peca por ser didática em excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, o filme tem alguns probleminhas mas no fim das contas é um ótimo programa pra assistir com as amigas, namorada ou amigos e amigas hétero. As legendas em português estão disponíveis no &lt;a href="http://www.opensubtitles.com/pt/subtitles/3089142/better-than-chocolate-pt"&gt;opensubtitles&lt;/a&gt; e o filme é bem tranquilo de achar pela internet, por ser um favorito das lésbicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conferência GLBTT de SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora às notícias mais pessoais.... Semana passada participei como delegada na Conferência Estadual GLBTT daqui de Santa Catarina e foi um dos programas mais divertidos e interessantes dos últimos tempos pra mim [na foto embaixo sou eu e minhas amigas também representantes sapas de SC, eu sou a segunda da esq. pra dir.]. Aprendi muita coisa sobre sexualidade e identidade de gênero e isso me levou a refletir um pouco sobre como quando a gente se resolve às vezes dá o assunto por encerrado. Sim, sou lésbica e muito bem resolvida com isso, mas há todo um escopo de expressões de sexualidade por aí, e somando-se à isso identidade de gênero... muito o que pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi bastante sobre políticas públicas e sobre como pela primeira vez na história um governo teve a iniciativa de convocar uma conferência GLBTT, para junto com a comunidade decidir essas políticas que entrarão em vigor nos próximos anos. Sem dúvida é um passo histórico e estou bastante otimista em relação a ele, acho difícil que todos os objetivos estabelecidos pela Conferência sejam alcançados na sua totalidade, mas acredito que daremos avanços importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que me diverti horrores também, porque ninguém é de ferro, e conheci muita gente interessante. Como descrever a experiência de ficar tomando cerveja e tocando violão até altas horas no meio de gays, lésbicas, bis, transsexuais, travestir e héteros? Coisa única. Quem sabe essa relação com a diversidade seja algo um pouco mais comum. E quando digo isso não falo só do mundo heterossexual não, eu vejo que nós lésbicas por exemplo também temos a tendência de ficarmos segregadas, só entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja esse isolamento que nos leve a não sermos tão ativas na militância pelos direitos LGBT. Na reunião para escolher quem representaria SC na Conferência em Brasília [eu fui uma das contempladas!] ouvimos vários relatos de pessoas que foram à conferências em outros estados e disseram que a representatividade lésbica é pouquíssima. Meninas, precisamos participar mais da esfera política e militante, precisamos lutar pelos nossos direitos também. Afinal, todas nós sofremos com preconceito e por não ter os mesmos direitos. A discussão desses assuntos na nossa comunidade lésbica é muito grande, estamos sempre conversando e debatendo sobre igualdade e aceitação, então esta é a nossa chance de realmente fazer alguma diferença em relação a isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então eu nunca tinha participado de nada do gênero, e preciso dizer que a experiência foi ótima. Então fica aí o meu recado meninas, vamos tentar participar mais ativamente desses encontros, vamos ver se aumentamos o número de lésbicas na militância. E podem deixar que eu escrevo como foi a Conferência em Brasília aqui no blog também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRqx1TJXFI/AAAAAAAAAL8/t6EhsdlZPW8/s1600-h/glbtt+1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRqx1TJXFI/AAAAAAAAAL8/t6EhsdlZPW8/s320/glbtt+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202900873873284178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-4931132437010191189?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/4931132437010191189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=4931132437010191189' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4931132437010191189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4931132437010191189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/05/better-than-chocolate-um-filme-sobre.html' title='&quot;Better Than Chocolate&quot;: um filme sobre diversidades sexuais - Conferência GLBTT'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SDRop1TJXAI/AAAAAAAAALU/eXv30yZDD9c/s72-c/Better+Than+Chocolate.avi+-+00001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-4438449500107705974</id><published>2008-05-10T00:18:00.013-03:00</published><updated>2008-05-10T03:03:50.066-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>"This Film Is Not Yet Rated": a "censura" do sistema de classificação de filmes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUaBcfarJI/AAAAAAAAAKM/X74h7HDwNZc/s1600-h/theratings.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUaBcfarJI/AAAAAAAAAKM/X74h7HDwNZc/s320/theratings.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198589956999261330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um documentário pra variar um pouco. Este trabalho entra no intrincado sistema de classificação de filmes norte-americano, aquela complicada distinção entre os filmes classificados como:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;G&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;General Audiences&lt;/span&gt;, para todo o público);&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PG&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parental Guidanc&lt;/span&gt;e, sugere orientação dos pais);&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PG-13&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parental Caution&lt;/span&gt;, alguns materiais podem ser inapropriados para crianças menores de 13 anos);&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Restricted&lt;/span&gt;, nenhuma criança de abaixo de 18 pode ir sem estar acompanhada de um pai);&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NC-17&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Children 17 or under&lt;/span&gt;, menores de 18 não podem ir, ponto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isto tudo tem a ver com lésbicas eu já ouço minhas leitoras se perguntando... Simples, o sucesso comercial do filme e o tipo de distribuição que ele terá está muito ligado à como ele é classificado, e os filmes com temática homossexual sofrem discriminação por serem quase sempre taxados como NC-17, limitando em muito o público permitido nas salas de cinema e na maneira de promover o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUuF8farLI/AAAAAAAAAKc/ZADTZ0h2m_4/s1600-h/animacao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUuF8farLI/AAAAAAAAAKc/ZADTZ0h2m_4/s400/animacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198612024541228210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pode parecer meio burocrático demais para ser um assunto interessante, mas o diretor Kirby Dick consegue mostrar tudo isso bem melhor do que eu. Ou seja, de uma maneira bem divertida e fácil de acompanhar, começando já pela animação inicial que explica o que é cada classificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras entrevistadas é Kimberly Peirce, a diretora de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boys Don't Cry&lt;/span&gt;, que relata&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUwIsfarMI/AAAAAAAAAKk/0F2lWsA4UlQ/s1600-h/kimberly+peirce2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUwIsfarMI/AAAAAAAAAKk/0F2lWsA4UlQ/s400/kimberly+peirce2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198614270809124034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; como foi a experiência de ter seu filme classificado como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NC-17&lt;/span&gt; e como um dos motivos para isso foi o orgasmo de Lana, a personagem de Chloë Sevigny, que os classificadores acharam que foi "muito longo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como feminista assumida preciso dizer que logo de cara já adorei o documentário só pela resposta de Peierce: ela fala que no orgasmo de Lana a câmera está focada somente no rosto dela, toda a experiência do sexo é retratada a partir do prazer dela ao receber sexo oral de Brandon, o personagem de Hilary Swank, e que isto visto do ponto de vista de uma indústria predominantemente masculina e predominantemente voltada à um público masculino é muito inquietante. A cena retrata somente o prazer feminino, que é em si só visto como ameaçador. Para Peirce, tudo o que é considerado ameaçador, ou não-familiar, acaba classificado como NC-17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também uma discussão sobre o fato de violência ser muito mais tolerada pelos classificadores do que sexualidade. Isso fica claro em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boys Don't Cry&lt;/span&gt;: nenhum comentário foi feito sobre o fato de Brandon levar um tiro na cabeça, que é uma cena bem explícita e violenta, mas duas ressalvas foram feitas sobre a cena do orgasmo de Lana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente é um sistema moralisma e puritano. Em teoria o sistema de classificação foi criado para "proteger as crianças", para orientar os pais sobre o que os seus filhos estão assistindo nos cinemas. Então um grupo de pais anônimos se reúne na Califórnia todos os dias para classificar quais filmes são nocivos ou não para as mentes das crianças e adolescentes do país. Não há um método claro, ou um conjunto de regras que ditem o que diferencia uma classificação da outra, isso fica inteiramente a critérios desses pais anônimos, que arbitrariamente decidem quais filmes são próprios em um processo altamente sigiloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta falta de critério claro que os filmes com conteúdo homossexual são geralmente discriminados. O documentário compara vários filmes classificados como NC-17 que tinham cenas com conteúdo gay e outros com o mesmo conteúdo hétero, mas que receberam a classificação R ou até PG-13. &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/but-im-cheerleader-o-lado-cmico-de-se.html"&gt;Jamie Babbit&lt;/a&gt;, diretora de &lt;a style="font-style: italic;" href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/but-im-cheerleader-o-lado-cmico-de-se.html"&gt;But I'm a Cheerleader&lt;/a&gt;, fala de como seu filme quase foi classificado como NC-17 por ter uma cena de uma garota se masturbando, completamente vestida, por cima da calcinha, vista de longe, e lembra que na mesma época &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Pie&lt;/span&gt; estava sendo lançado e continha várias cenas bem mais explícitas de sexo e masturbação, vide a cena com a torta mostrada até no trailler, e foi classificado como R. Eis alguns outros exemplos deste tipo de diferença entre a classificação de filmes gays e héteros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUxMcfarNI/AAAAAAAAAKs/2YkVsRaP4aw/s1600-h/gay+vs+straight2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUxMcfarNI/AAAAAAAAAKs/2YkVsRaP4aw/s400/gay+vs+straight2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198615434745261266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUxhcfarOI/AAAAAAAAAK0/pVd9nvR2HbM/s1600-h/gay+vs+straight3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUxhcfarOI/AAAAAAAAAK0/pVd9nvR2HbM/s400/gay+vs+straight3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198615795522514146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUx5MfarPI/AAAAAAAAAK8/6we8oON2cc8/s1600-h/gay+vs+straight5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUx5MfarPI/AAAAAAAAAK8/6we8oON2cc8/s400/gay+vs+straight5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198616203544407282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUyJcfarQI/AAAAAAAAALE/WmBktDL8h98/s1600-h/gay+vs+straight.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUyJcfarQI/AAAAAAAAALE/WmBktDL8h98/s400/gay+vs+straight.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198616482717281538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto não só os filmes com temática homossexual são discriminados, a maioria dos filmes independentes acaba também sofrendo com essa classifcação arbitrária, já que é um sistema que favorece os grandes estúdios. E isso é um ponto bastante tratado no documentário, sobre como de início surgiu o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Production Code&lt;/span&gt; nos Estados Unidos (uma lista de regras sobre o que se podia ou não fazer ou falar nos filmes que regeu as produções até meados dos anos 50) e depois o Sistema de Classificação o substituiu, mas com o mesmo intuito de proteger os grandes estúdios e assegurar o público de que o cinema americano continuava tão "limpo" quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto histórico e político dessas épocas foi muito importante, e o documentário  considera este fator. De novo a pergunta: o que isto tudo tem a ver com lésbicas e gays? A maioria absoluta dos filmes que apresentam homossexualidade [de maneira positiva] vêm de produtoras independentes, que sofrem tremendamente com este monopólio institucionalizado dos grandes estúdios (controlador de cerca de 90 a 95% de toda produção de mídia nos Estados Unidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua maior parte é um documentário bem envolvente e eu como fã incondicional de documentários gostei bastante, ainda mais pelo grande número de entrevistados do cinema queer e alternativo.&lt;br /&gt;Só uma coisa não me agradou muito: o diretor Kirby Dick (esse aí embaixo) contratou uma dupla de sapas como investigadoras particulares para tentarem juntos descobrir a identidade secreta das pessoas responsáveis pela classificação dos filmes e essas partes do documentário acabam atrasando um pouco o andamento do filme. É uma meta-história na verdade, onde ele retrata o processo de classificação do próprio documentário, como recebeu um NC-17 e tentou inutilmente apelar junto à Comissão de Classificadores. Realmente não gostei muito desses trechos do filme, mas as outras partes compensam e no geral ele é bem informativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCU6Y8farRI/AAAAAAAAALM/7x5ZRbzVxLo/s1600-h/arts_film_not_rated_392.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCU6Y8farRI/AAAAAAAAALM/7x5ZRbzVxLo/s320/arts_film_not_rated_392.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198625545098276114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O documentário é bem atual (2006 ainda é considerado atual?) e fácil de ser achado pela internet. As legendas estão disponíveis no &lt;a href="http://www.opensubtitles.com/en/subtitles/3137568/this-film-is-not-yet-rated-pt"&gt;opensubtitles&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-4438449500107705974?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/4438449500107705974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=4438449500107705974' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4438449500107705974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4438449500107705974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/05/this-film-is-not-yet-rated-censura-do.html' title='&quot;This Film Is Not Yet Rated&quot;: a &quot;censura&quot; do sistema de classificação de filmes'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SCUaBcfarJI/AAAAAAAAAKM/X74h7HDwNZc/s72-c/theratings.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-6429079314760479068</id><published>2008-05-01T19:31:00.018-03:00</published><updated>2008-05-02T01:36:20.557-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gravidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='butch/femme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes de época'/><title type='text'>"If These Walls Could Talk 2": 3 relacionamentos lésbicos em 3 épocas diferentes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpSDwEKzJI/AAAAAAAAAJU/viP0_uRXt0w/s1600-h/if+these+walls+could+talk+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpSDwEKzJI/AAAAAAAAAJU/viP0_uRXt0w/s400/if+these+walls+could+talk+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195555344520760466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu mencionei este filme no meu último post em relação à minha vontade de um dia engravidar, mas a história, ou melhor, as histórias são sobre muito mais do que isso. O filme se divide em três partes, cada uma numa década, todas sobre relacionamentos lésbicos, e todas se passando na mesma casa em um subúrbio anônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpS7AEKzKI/AAAAAAAAAJc/6pUkaAANzZ8/s1600-h/000WCT_Vanessa_Redgrave_x.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 244px; height: 378px;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpS7AEKzKI/AAAAAAAAAJc/6pUkaAANzZ8/s400/000WCT_Vanessa_Redgrave_x.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195556293708532898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A primeira parte&lt;/span&gt; é a mais lenta e depressiva. Se passa em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1961&lt;/span&gt;, quando Edith (Vanessa Redgrave) perde sua companheira Abby e tem que, além de lidar com a morte do amor de sua vida, aguentar as injustiças de viver numa sociedade que não reconhece seus direitos. Pra começar ela não pôde nem acompanhar Abby nos seus últimos momentos no hospital, porque, é claro, não era parente próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra piorar, a casa que as duas ajudaram a pagar estava no nome de Abby, o que quer dizer que ficará de herança pro sobrinho banana que nem a conhecia direito, ao invés de para Edith, que durante anos considerou a casa como seu lar. Ela nem tem tempo de chorar pela mulher dela, precisa arrumar o lugar pra parecer o mais hétero possível, como se elas fossem só amigas... E é obrigada a ver a mulher do cara passeando pela casa com olhar de águia avaliando e já empacotando os móveis e objetos que quer levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simbólico da intolerância desse período histórico, que logo no começo do filme Abby e Edith assistiam ao filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Children's Hour&lt;/span&gt; no cinema, um dos únicos filmes a tratar do tema da homossexualidade nos anos 60, mas que em compensação termina com a protagonista interpretada por Shirley MacLaine se matando por não conseguir viver com esse sentimento. A sensação que fica desta primeira parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;If These Walls Could Talk 2 &lt;/span&gt;é de completa impotência face à uma sociedade intolerante e injusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpXGgEKzLI/AAAAAAAAAJk/WEPAAExCegU/s1600-h/000WCT_Michelle_Williams_x.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpXGgEKzLI/AAAAAAAAAJk/WEPAAExCegU/s400/000WCT_Michelle_Williams_x.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195560889323539634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A segunda parte&lt;/span&gt; é bem mais dinâmica, se passa em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1972&lt;/span&gt;, e agora quem habita a casa de Abby e Edith é um grupo de amigas feministas lésbicas que estudam na mesma universidade. Esta parte do filme retrata uma época de um feminismo um tanto quanto radical, por um lado temos o grupo de feministas da universidade, que quer expulsar as lésbicas por achar que a inclusão destas no grupo prejudica seus objetivos maiores de luta pelos direitos das mullheres como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, quando Linda (Michelle Williams) se apaixona pela butch Amy (Chloë Sevigny), ela tem que enfrentar um forte julgamento e preconceito das amigas feministas, que não compreendem porquê alguém ainda sente necessidade de vestir roupas masculinas para se identificar como lésbica. Temos que lembrar que foi nessa fase que as feministas mais radicais eram contra até a idéia de prazer por penetração, e diziam que qualquer uso de "brinquedos" para esse fim era um resquício da mentalidade patriarcal dominante. Já vi alguns documentários falando deste período controverso e de toda essa discussão interna entre as ativistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, assunto complicado eu sei, mas o filme ilustra bem até que ponto o radicalismo dessa época foi injusto. As amigas de Linda encaram as butches do bar lésbico local como figuras dinossáuricas, resquícios de uma época patriarcal em declínio, onde a mulher lésbica teria que necessariamente se identificar como homem para fazer sentido de sua sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas implicam com as roupas de Amy, fazem-na tirar sua gravata, e a incomodam até que ela concorda em vestir uma blusa mais feminina. Um comportamento intolerante que não combina com o discurso liberal, e é notado apenas por Linda, que aos poucos supera o próprio preconceito e aceita o fato de estar atraída por Amy, do jeito que ela é. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;If These Walls Could Talk 2&lt;/span&gt; merece o mesmo mérito de &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/04/bound-gngsters-e-lsbicas-o-que-mais-eu.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bound&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por apresentar a identidade butch de forma sensual, como é o caso de Amy no filme. No entanto, ao mesmo tempo que faz isso com a Chloë Sevigny, todas as outras butches do bar são horrendas, puros clichês ambulantes, mas pelo menos a personagem dela consegue fugir desse estereótipo e é ela que tem o papel mais importante nesta parte da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um detalhe interessante é que uma das amigas de Linda, Jeanne, é &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpfiAEKzMI/AAAAAAAAAJs/93Cs1Cxm8ak/s1600-h/000WCT_Michelle_Williams_030.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 125px; height: 93px;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpfiAEKzMI/AAAAAAAAAJs/93Cs1Cxm8ak/s200/000WCT_Michelle_Williams_030.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195570157862964418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;interpretada por Natasha Lyonne, que também interpretou a protagonista de &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/but-im-cheerleader-o-lado-cmico-de-se.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;But I'm a Cheerleader&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Neste último as duas também representavam amigas, só que Michelle Williams fazia a hétero que ajuda a família de Lyonne a mandá-la para o acampamento anti-gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpoCgEKzOI/AAAAAAAAAJ8/KGDn52P0rEE/s1600-h/000WCT_Sharon_Stone_x.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpoCgEKzOI/AAAAAAAAAJ8/KGDn52P0rEE/s400/000WCT_Sharon_Stone_x.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195579512301735138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;terceira parte&lt;/span&gt; se passa no ano &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2000&lt;/span&gt;, com o casal Fran (Sharon Stone) e Kal (Ellen DeGeneres) e sua tentativa de engravidar. Enquanto que as duas primeiras partes lidam mais com influência e preconceito externos nos respectivos relacionamentos, esta última parte lida mais com as questões íntimas do casal. A história gira apenas em torno das duas e das dificuldades de se ter um filho em uma relação lésbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ter essa característica mais intimista, a história é bem tranquila, com algumas cenas cômicas, e sem muito drama. Temos a oportunidade de ver vários momentos do casal como o ritual de ir ver as crianças brincando no parque e sonhar com o filho delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eu sempre torço um pouco o nariz para enredos sobre gravidez e lésbicas, porque é muito fácil cair em clichês e realmente não tenho paciência pra ver mais uma batalha judicial ou mais uma briga por esperma ou algo nessa linha. Não vou entrar muito nisso aqui, acho que vou falar mais desses problemas quando comentar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chutney Popcorn&lt;/span&gt;, que realmente foge desses estereótipos, mas vale dizer que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;If These Walls Could Talk 2&lt;/span&gt; lida bem com a temática e até que evita os clichês mais comuns desses enredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, elas procuram esperma. Mas isso é tratado com bom-humor e os diálogos retratam bem a frustração de não poder fazer um filho apenas do amor de duas pessoas. E ao invés de cair na armadilha de dessexualizar mães lésbicas [muito comum e frustrante], o filme mostra de maneira super saudável a vida sexual delas e como é afetada por essa empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esse é um ponto forte do filme como um todo, tem várias cenas de sexo bem feitas. Tudo bem, eu admito que sou suspeita pra falar, já que eu adoro a Michelle Williams, a Chloë Sevigny, e AMO a Ellen DeGeneres... mas mesmo que não fosse fã delas eu ainda consideraria o filme muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If These Walls Could Talk 2&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo Proibido&lt;/span&gt; como foi chamado no Brasil,  foi produzido pra HBO em 2000 e eu tive a sorte de comprar o DVD numa promoção do Submarino por R$9,90... ok, podem morrer de inveja.... Mas é fácil achar ele pela internet, e as legendas podem ser encontradas no &lt;a href="http://www.opensubtitles.com/pt/subtitles/239913/if-these-walls-could-talk-2-pb"&gt;opensubtitles.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-6429079314760479068?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/6429079314760479068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=6429079314760479068' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/6429079314760479068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/6429079314760479068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/05/if-these-walls-could-talk-2-3.html' title='&quot;If These Walls Could Talk 2&quot;: 3 relacionamentos lésbicos em 3 épocas diferentes'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SBpSDwEKzJI/AAAAAAAAAJU/viP0_uRXt0w/s72-c/if+these+walls+could+talk+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-8202214451398704350</id><published>2008-04-22T17:50:00.018-03:00</published><updated>2008-05-02T01:30:56.591-03:00</updated><title type='text'>8 desejos antes de morrer...</title><content type='html'>Este post será um um pouco diferente do usual... Recebi a tarefa de um dos meus blogs favoritos, &lt;a href="http://napontadosdedos.wordpress.com/"&gt;Na Ponta dos Dedos&lt;/a&gt;, de fazer uma lista com oito desejos que eu gostaria de realizar antes de morrer. E levando em conta que o Oráculo de Lesbos tem como proposta falar de filmes e seriados lésbicos resolvi responder essa pergunta tendo esses trabalhos como inspiração. Então aí vai minha lista de oito desejos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rBwEKy8I/AAAAAAAAAHs/XKjpqbp0uSI/s1600-h/saving.face.avi+-+00003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rBwEKy8I/AAAAAAAAAHs/XKjpqbp0uSI/s320/saving.face.avi+-+00003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192205098231188418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1- Saving Face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de beijar minha namorada, mas beijar mesmo, nao ficar só pertinho ou de mão dada, no meio de uma festa com familiares. E se as pessoas ficassem chocadas e começassem a sair, nós olharíamos uma pra outra e diríamos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Fuck them!"&lt;/span&gt;, como fizeram Vivian e Will.&lt;br /&gt;Sim, já estou chegando perto disso, em festas mais íntimas já vamos como casal, super comportadas diga-se de passagem, mas em festas com familiares mais distantes já recebo logo de cara mil recomendações dos meus pais de como não deveria me expor e blá blá blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5pIgEKy6I/AAAAAAAAAHc/Trjjwkk9EOc/s1600-h/Better+Than+Chocolate.avi+-+00004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5pIgEKy6I/AAAAAAAAAHc/Trjjwkk9EOc/s320/Better+Than+Chocolate.avi+-+00004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192203015172049826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2-Better Than Chocolate&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Unir sexo e arte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma das cenas mais clássicas deste clássico dos anos 90 é a cena de sexo onde elas fazem uma pintura usando os corpos nus e tinta. Preciso dizer mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5pdAEKy7I/AAAAAAAAAHk/TlEVW8mFnGo/s1600-h/High+Art.1998.avi+-+00001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5pdAEKy7I/AAAAAAAAAHk/TlEVW8mFnGo/s320/High+Art.1998.avi+-+00001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192203367359368114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3- High Art&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tirar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;retrato perfeito&lt;/span&gt; do momento perfeito com a minha namorada, algo que realmente capture a nossa intimidade.&lt;br /&gt;Só que no meu desejo eu quero isso sem a parte das drogas é claro... e o nosso retrato nem precisa parar na capa de uma revista importante, só a parede está mais que bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5dlAEKy4I/AAAAAAAAAHM/oBzH14JUkbw/s1600-h/itty+bitty+titty+comittee2007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 164px;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5dlAEKy4I/AAAAAAAAAHM/oBzH14JUkbw/s320/itty+bitty+titty+comittee2007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192190310658788226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4-Itty Bitty Titty Committee&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fazer um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;protesto público&lt;/span&gt; contra o mundo machista e seus símbolos patriarcais. Meu lado feminista vibra muito com esse filme e com essa idéia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rNgEKy9I/AAAAAAAAAH0/uS8AjKfm5To/s1600-h/south.of.nowhere.s03e08.dsr.xvid-iht.avi+-+00004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 275px; height: 206px;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rNgEKy9I/AAAAAAAAAH0/uS8AjKfm5To/s320/south.of.nowhere.s03e08.dsr.xvid-iht.avi+-+00004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192205300094651346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5-&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/south-of-nowhere-dawsons-creek-para.html"&gt;South of Nowhere&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esperar minha namorada usando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apenas um sobretudo&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;Pra ser sincera acho que vou realizar esso logo logo... que ela está na Inglaterra há mais de sete meses e volta agora em junho.... [estou contando os dias já... porque o tempo demora tanto mais pra passar quando a gente espera alguma coisa com vontade? hmf]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rfwEKy-I/AAAAAAAAAH8/pyqHTf-_NQk/s1600-h/The+Truth+About+Jane.avi+-+prof.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 273px; height: 203px;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rfwEKy-I/AAAAAAAAAH8/pyqHTf-_NQk/s320/The+Truth+About+Jane.avi+-+prof.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192205613627263970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6-&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/truth-about-jane-o-mega-drama-de-se.html"&gt;The Truth About Jane&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ajudar alguém a se assumir&lt;/span&gt;, como a professora de Jane, Mrs. Walcott, faz.&lt;br /&gt;Tudo bem, eu confesso, já realizei esse. Já ajudei duas meninas a se assumirem, mas o desejo ainda é válido, porque quero fazer isso muito mais vezes antes de morrer. A sensação de ajudar alguém nesse momento tão delicado da nossa vida é muito boa, e me sinto muito feliz por já ter feito uma diferença positiva na vida delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rxQEKy_I/AAAAAAAAAIE/nyGSamw_A7g/s1600-h/bM0504-EllenDeGeneres%26SharonStone%40IfTheseWallsCouldTalk2-1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rxQEKy_I/AAAAAAAAAIE/nyGSamw_A7g/s400/bM0504-EllenDeGeneres%26SharonStone%40IfTheseWallsCouldTalk2-1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192205914274974706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7- &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/05/if-these-walls-could-talk-2-3.html"&gt;If These Walls Could Talk 2&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ficar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grávida&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ainda falta muito, mas muito tempo mesmo, pra realizar esse, ainda bem que não corremos risco de engravidar por acidente, porque definitivamente não estou pronta pra isso... mas quero sim ser mãe algum dia, de preferência do jeito gostoso que a Ellen Degeneres e a Sharon Stone fizeram, ao som de Dido... hihihi&lt;br /&gt;Tem outro filme ótimo sobre isso que se chama Chutney Popcorn, que também espero comentar no blog logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5sYAEKzAI/AAAAAAAAAIM/8bQz5iVBEH4/s1600-h/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00016.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5sYAEKzAI/AAAAAAAAAIM/8bQz5iVBEH4/s320/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00016.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192206579994905602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8-&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/laramie-project-o-extremo-da-homofobia.html"&gt;The Laramie Project&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A última coisa tem a ver mais com após a minha morte que com antes. Quando morrer, gostaria de ter vivido uma vida que tenha afetado positivamente as pessoas ao meu redor e, se eu não tiver alcançado isso, que pelo menos minha morte sirva para trazer algum bem a esse mundo.&lt;br /&gt;Claro que não precisa ser trágica nem nada, não precisa ser exatamente igual à do Matthew, não é isso que estou dizendo... só quero deixar um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;legado positivo&lt;/span&gt;, de uma maneira ou outra.&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\usuario\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.jpg" title="The.Laramie.Project Gay Themed.avi - 00016"&gt;  &lt;w:wrap type="square"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora teoricamente tenho que passar a tarefa a mais outros oito blogs, mas como o &lt;a href="http://www.uvanavulva.com.br/"&gt;Uva na Vulva&lt;/a&gt; e o Na Ponta dos Dedos já cobriram a maior parte dos meus favoritos, só consegui pensar em mais cinco... nessa horas sempre me falha a memória... mas quem me conhece melhor sabe que minha memória é bem ruinzinha mesmo... hahahahaha Fica aí então a tarefa pros blogs seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gayeok.wordpress.com/"&gt;Gay e Ok&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sapacity.wordpress.com/"&gt;Sapacity&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aliceinlesboland.blogspot.com/"&gt;Alice's Adventures on Lesboland&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bydeh.blogspot.com/"&gt;ByDeh&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.escrevalolaescreva.blogspot.com/"&gt;Escreva Lola Escreva [não é lésbico, mas é ótimo, e super gay-friendly]&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-8202214451398704350?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/8202214451398704350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=8202214451398704350' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/8202214451398704350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/8202214451398704350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/04/8-desejos-antes-de-morrer.html' title='8 desejos antes de morrer...'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA5rBwEKy8I/AAAAAAAAAHs/XKjpqbp0uSI/s72-c/saving.face.avi+-+00003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-6138081080892422264</id><published>2008-04-13T18:36:00.009-03:00</published><updated>2008-04-13T20:43:21.075-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes de época'/><title type='text'>"Desert Hearts": clássico lésbico dos anos 80</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKVXhfSOFI/AAAAAAAAAGU/ft4nifK-gOI/s1600-h/Desert+Hearts.avi+-+00014.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKVXhfSOFI/AAAAAAAAAGU/ft4nifK-gOI/s400/Desert+Hearts.avi+-+00014.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188873952043350098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este é um dos clássicos da década de 80, por alguns considerado como o primeiro filme dedicado inteiramente à uma história de amor entre duas mulheres. Foi feito com baixo orçamento, mas conseguiu vários prêmios nos festivais de cinema independente, inclusive o prêmio do júri em Sundance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história se passa em Reno, Nevada, uma cidade de apostadores no deserto americano, no final dos anos 50, onde Vivian Bell (Helen Shaver) vai esperar pelo fim do processo de divórcio dela. A professora de 35 anos se hospeda em uma fazenda nos arredores da cidade, onde acaba conhecendo Cay (Patricia Charbonneau), a enteada da dona do lugar. Cay é dez anos mais nova e assumidamente lésbica, apesar dessa palavra não ser usada nenhuma vez durante o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKXARfSOGI/AAAAAAAAAGc/yFTe8SEfiGw/s1600-h/Desert+Hearts.avi+-+00005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 191px; height: 123px;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKXARfSOGI/AAAAAAAAAGc/yFTe8SEfiGw/s200/Desert+Hearts.avi+-+00005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188875751634647138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acho interessante justamente essa atitude de Cay em relação à sua sexualidade, ainda mais para uma mulher vivendo nos anos 50. Ela é muito segura de si. Ela faz sexo casual com outras mulheres e não tem vergonha nenhuma disso, até brinca a respeito. Quando Vivian vai à sua cabana e encontra uma mulher semi-nua na cama dela, Cay age como se nem percebesse a situação inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa atitude saudável de Cay em relação à prórpia sexualidade se reflete no relacionamento que ela tem com a melhor amiga, Silver. Ela  sabe que Cay é lésbica, a apóia em todos os momentos e dá força à paixão dela por Vivian. E mesmo tendo esse conhecimento da sexualidade da amiga, Silver não se incomoda nem um pouco de fazer demonstrações de carinho, como um selinho,  em público por Cay, ou de repartir um banho de espuma com a amiga em casa. Essas cenas são muito bem feitas e realmente mostram a amizade delas como sendo uma coisa verdadeira, sem malícia alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKXkRfSOHI/AAAAAAAAAGk/EfxKHKhtGQE/s1600-h/Desert+Hearts.avi+-+00004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKXkRfSOHI/AAAAAAAAAGk/EfxKHKhtGQE/s200/Desert+Hearts.avi+-+00004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188876370109937778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Também no jogo de sedução que Cay faz com Vivian ela é sincera sobre suas intenções e sua sexualidade desde o começo, o que assusta a professora de início. Vivian começa o filme sob intenso estresse emocional por causa do divórcio, ela está com os nervos em frangalhos e isso fica evidente pela sua atuação. Mas aos poucos a amizade com Cay vai fazendo com que se solte, e quando as duas finalmente ficam juntas percebemos uma transformação na personagem que se reflete até na fisionomia dela, como pode ser percebido nas duas fotos abaixo, a primeira do começo do filme e a segunda quando as duas já estão juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKX3BfSOII/AAAAAAAAAGs/4V_MpSvp25U/s1600-h/deserthearts-helen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKX3BfSOII/AAAAAAAAAGs/4V_MpSvp25U/s320/deserthearts-helen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188876692232484994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acho que a diretora Donna Deitch lidou muito bem com o romance entre elas. O primeiro beijo  é considerado um momento clássico do cinema lésbico, quando elas estão no carro e está chovendo. A cena de sexo achei particularmente bem feita, com um estilo diferente do que costumamos ver nesse tipo de cena. Foi feita com tomadas longas, sem trilha sonora nenhuma, só o som ambiente com vários momentos de silêncio e filmada durante o dia, ou seja, bem iluminada. O resultado é uma cena verdadeira e muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKY_hfSOJI/AAAAAAAAAG0/Bk2y59Lx-U8/s1600-h/Desert+Hearts.avi+-+beijo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKY_hfSOJI/AAAAAAAAAG0/Bk2y59Lx-U8/s400/Desert+Hearts.avi+-+beijo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188877937773000850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A partir desse momento as duas compartilham uma nova intimidade que  é muito bem retratada nas próximas cenas. São momentos bonitos entre duas amantes, que estão simplesmente aproveitando a companhia uma da outra, amando estar ali naquele momento. Acho que todas nós já tivemos essa sensação e adorei como o filme a apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKZLxfSOKI/AAAAAAAAAG8/cy_zdIZ2vDg/s1600-h/Desert+Hearts.avi+-+00018.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKZLxfSOKI/AAAAAAAAAG8/cy_zdIZ2vDg/s400/Desert+Hearts.avi+-+00018.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188878148226398370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das únicas coisas que posso dizer que não gosto no filme é o ritmo lento da narrativa. A história demora a se desenrolar, os personagens são apresentados aos poucos, durante várias cenas, que, às vezes, me deixavam com a impressão de que poderiam ter sido melhor editadas. Mas daí fico com a sensação de que sou muito 'geração vídeo-game' [lembra que falei semana passada que sou fã de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;?], que quero a história apresentada de maneira muito dinâmica, com edição ousada, e que por isso não tenho paciência pra narrativas mais calmas. Gostaria da opinião de vocês a respeito: o que acham? Perdemos a sensibilidade para este tipo de história mais calma, ou o filme é mesmo demorado demais? Fora isso considero o filme muito bom, e acho legal conhecer os nossos clássicos, já que temos tão poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desert Hearts&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corações Desertos,&lt;/span&gt; como foi chamado no Brasil,  é fácil de ser encontrado na internet e as legendas achei no &lt;a href="http://www.allsubs.org/subs-download/desert-hearts-1985/429103/"&gt;AllSubs&lt;/a&gt;.&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-6138081080892422264?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/6138081080892422264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=6138081080892422264' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/6138081080892422264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/6138081080892422264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/04/desert-hearts-clssico-lsbico-dos-anos.html' title='&quot;Desert Hearts&quot;: clássico lésbico dos anos 80'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SAKVXhfSOFI/AAAAAAAAAGU/ft4nifK-gOI/s72-c/Desert+Hearts.avi+-+00014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-5117828900193337476</id><published>2008-04-06T15:48:00.012-03:00</published><updated>2008-04-07T13:41:57.409-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='butch/femme'/><title type='text'>"Bound": gângsters e lésbicas, o que mais eu poderia pedir?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_kcJKPeTbI/AAAAAAAAAFE/qoFvUFEDwDM/s1600-h/31908bound.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_kcJKPeTbI/AAAAAAAAAFE/qoFvUFEDwDM/s400/31908bound.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186207389587492274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pra mudar radicalmente do último post, que foi sobre um assunto importante e sério, escolhi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bound &lt;/span&gt;que não se propõe a nada mais que entreter o espectador. Não leva à nenhuma reflexão nem ajuda no processo de se assumir, para si mesmo ou para os pais. O filme é, simplesmente, divertido. Este é o tipo de filme que recomendo pra quem  já lidou com esses temas e quer alguma coisa que inclua uma trama lésbica pra assistir com a namorada ou com as amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui claro podemos entrar na questão da representação e como essa visibilidade em filmes que não tenham como temática específica a homossexualidade, mas que tenham na trama personagens lésbicas, ajudam sim no processo de aceitação. É o que eu sempre digo sobre se ver representada nos filmes, seriados, etc.  sobre como homossexuais quase nunca têm sua história contada, e isso equivale dizer que nossa história é uma que na verdade não merece ser lembrada. É uma afirmação da nossa não-existência. Tentem fazer a conta de quantos filmes, novelas, seriados e outras coisas já viram, e quantos desses tinham personagens lésbicas: esse resultado é o flagrante da nossa não-representação. Por isso filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bound &lt;/span&gt;são importantes: ele não é exclusivamente voltado para o público gay e lésbico, nem tem como objetivo apresentar essa temática, mas consegue mesmo assim apresentar duas personagens lésbicas interessantes no meio de uma trama sobre mafiosos e dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu por exemplo sou super fã da série &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Poderoso Chefão&lt;/span&gt;, adoro filmes de mafiosos, sobre grandes roubos, com tramas complexas de traição e lealdade, e já devo ter visto dezenas do gênero, isso tudo mais lésbicas seria um sonho certo? Por consequência, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bound &lt;/span&gt;foi um presente dos céus. Primeiro de tudo porque foi dirigido pelos irmãos Wachowsky [o primeiro filme dirigido por eles], os mesmos diretores de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;, outra série que por sinal adoro [tenho o box de dvds e já devo ter memorizado todas as falas de tantas vezes que vi]. A direção deles é ótima, com uma boa atmosfera de suspense, tomadas de ângulos inusitados e a câmera sempre em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme em si gira em torno de dois milhões de dólares, que foram recuperados de um contador e que vão parar no apartamento de Caesar e Violet. Caesar, brilhantemente interpretado por Joe Pantoliano [que fez também Cypher em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;], trabalha para uma família de mafiosos, os donos do dinheiro. Violet (Jennifer Tilly), a namorada dele,  acaba de envolvendo com a vizinha ex-presidiária Corky (Gina Gershon), e juntas elas tentam dar um golpe em Caesar e fugir com o dinheiro. Essa é a trama básica do filme, mas apesar dela se desenvolver muito bem com momentos de suspense e ação intercalados, eu pessoalmente acho que a melhor parte ainda é a relação e a química entre as duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_k0AaPeTcI/AAAAAAAAAFM/iWXMJejmSWQ/s1600-h/bound+elevator.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_k0AaPeTcI/AAAAAAAAAFM/iWXMJejmSWQ/s320/bound+elevator.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186233627542703554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Começa logo no primeiro momento em que elas se vêem, no elevador. A química entre elas é gritante. Já na segunda cena das duas, quando Violet leva café para a vizinha Corky, e elas se apresentam uma à outra, a linguagem corporal de ambas é clara. Há toda uma dança entre elas, um jogo de sedução muito bem dirigido e interpretado, que é uma delícia de acompanhar. Isso culmina eventualmente na minha cena erótica favorita de todos os tempos, quando Violet fala para Corky explicitamente que está tentando seduzi-la. Não vou descrever em detalhes a cena,  primeiro porque não quero estragar pra quem não viu, e segundo porque sou tímida hihihi, mas falo muito sério quando digo que é a cena que acho mais sensual de todos os filmes que já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_k10qPeTdI/AAAAAAAAAFU/poEqKxRfpio/s1600-h/bound-gina-gershon-and-jennifer-tilly.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_k10qPeTdI/AAAAAAAAAFU/poEqKxRfpio/s400/bound-gina-gershon-and-jennifer-tilly.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186235624702496210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E olha que nem é a única cena de sexo entre elas. A outra cena por sinal é também muito boa. É uma daquelas raras cenas de sexo entre mulheres onde realmente parece que as duas sabem o que estão fazendo, que realmente se parece com sexo lésbico, o que sabemos é uma raridade no cinema. E existe uma razão para isso, os diretores contrataram uma consultora para a cena, para que parecesse mais verídica, e funcionou. A câmera faz um 360 na cama enquanto as duas fazem sexo, e tudo, desde a posição dos corpos delas, ao jeito como estão encaixados, até aos movimentos que fazem, parece real. Eu considero uma das melhores cenas de sexo entre mulheres [será que estou me repetindo?].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_lKN6PeThI/AAAAAAAAAF0/82kdP-YPvKc/s1600-h/bound+butch-femme.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_lKN6PeThI/AAAAAAAAAF0/82kdP-YPvKc/s400/bound+butch-femme.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186258048726748690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Também acho interessante a relação butch e femme entre elas. Corky é claramente a butch da relação, ela conserta encanamentos, veste macacão e até dirige uma camionete, enquanto que a femme Violet é toda delicada, tem unhas compridas e anda sempre de salto alto. Mas fora esses clichês, o filme não peca muito em estereótipos. A parceria das duas parece bem equilibrada, inclusive sexualmente, e elas se identificam muito uma com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho interessante essa representação positiva de lésbicas butches porque percebo que em muitos trabalhos com temática lésbica há um certo medo de se colocar personagens butch, como se isso fosse repelir um potencial espectador hétero ou estereotipar negativamente as lésbicas. Por isso vejo que a maiora dos filmes e seriados procura mostrar mais o lado femme da identidade lésbica, com a maior parte das sapinhas super femininas, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The L Word&lt;/span&gt;, &lt;a style="font-style: italic;" href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/south-of-nowhere-dawsons-creek-para.html"&gt;South of Nowhere&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lost and Delirious&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagine Me &amp;amp; You&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;DEBS&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/ninas-heavenly-delights.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nina's Heavenly Delights&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e muitos outros. Daí adoro quando aparece uma personagem butch e ao mesmo tempo super sexy como Corky em algum filme, mostra ao mesmo tempo a coragem dos diretores e que é possível lidar com identidade butch de forma saudável, sem estigmatizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bound: Sem Limites&lt;/span&gt;, como foi chamado no Brasil, foi filmado em 1996 e é bem fácil de ser encontrado na internet e quem sabe até em alguma locadora com um acervo legal. A legenda achei no &lt;a href="http://www.opensubtitles.com/pt/subtitles/239909/bound-pb"&gt;opensubtitles&lt;/a&gt;, e se der algum problema de sincronização [como deu no arquivo que eu baixei], tem um programa de vídeo que tem uma opção bem fácil de usar, o &lt;a href="http://baixaki.ig.com.br/download/RadLight.htm"&gt;Radlight&lt;/a&gt;. Quaisquer dúvidas que vocês tenham em relação a esse tipo de coisa é só deixar um recado com email que respondo sempre que puder, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora numa nota mais pessoal, queria pedir desculpas por não ter feito um post na semana passada, mas as circunstâncias realmente foram extraordinárias. Eu defendi minha dissertação na sexta, dia 28, e realmente durante aquela semana não pude nem pensar em nada mais que não fosse a defesa. Fico feliz em dizer que foi tudo super bem, tirei 9,9, com distinção e louvor. Pra falar a verdade, ainda nem caiu a ficha que sou mestre. Pra melhorar, meu irmão se formou em psicologia na UFSC no mesmo dia, então juntamos as duas festas, do meu mestrado e da formatura dele, e passamos o final de semana inteiro em função disso... Na verdade, eu só fui parar de comemorar lá pela quarta feira. Então, como eu levo o blog bastante a sério, não quis fazer um post meia boca. Eu geralmente demoro um certo tempo escrevendo, revendo o filme, etc. daí deixei pra atualizar neste final de semana, e espero que não tenha mais atrasos daqui em diante. Esses aí são meu irmão, eu [com sorriso pós-defesa], e a noiva dele, que se formou na mesma turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_lGIqPeTgI/AAAAAAAAAFs/4mpgllh80Co/s1600-h/formatura+006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_lGIqPeTgI/AAAAAAAAAFs/4mpgllh80Co/s400/formatura+006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186253560485924354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-5117828900193337476?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/5117828900193337476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=5117828900193337476' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/5117828900193337476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/5117828900193337476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/04/bound-gngsters-e-lsbicas-o-que-mais-eu.html' title='&quot;Bound&quot;: gângsters e lésbicas, o que mais eu poderia pedir?'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R_kcJKPeTbI/AAAAAAAAAFE/qoFvUFEDwDM/s72-c/31908bound.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-7255342016033502157</id><published>2008-03-22T23:48:00.012-03:00</published><updated>2008-03-23T03:11:23.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>"The Laramie Project": o extremo da homofobia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XwYaPeTVI/AAAAAAAAAEU/jl9bpA-oOHs/s1600-h/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00016.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XwYaPeTVI/AAAAAAAAAEU/jl9bpA-oOHs/s400/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00016.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180811248511372626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje um tema mais sombrio que o normal... Esse documentário/filme é sobre a morte de Matthew Shepard, um gay do Wyoming que foi espancado até a morte em 1998 e que virou símbolo da luta contra a homofobia. Eu sei que a proposta é falar de filmes sobre e para lésbicas, mas acho que homofobia inclui todos/as nós. Resolvi falar dele por várias razões: porque recentemente um &lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_65464.shtml"&gt;garoto de quinze anos foi assassinado nos EUA&lt;/a&gt; por um colega por ser abertamente gay; porque uma senadora americana falou um monte de barbaridades contra gays [&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tFxk7glmMbo"&gt;veja o video do youtube&lt;/a&gt;]  e &lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_65899.shtml"&gt;se recusou a se desculpar&lt;/a&gt; simplesmente por não ver nada de errado em incitar ódio; e porque aqui no Brasil também temos nossa cota de &lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_65926.shtml"&gt;senadores homofóbicos&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Laramie Project&lt;/span&gt; é uma compilação de trechos de cerca de 200 entrevistas feitas c&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-Xw2qPeTWI/AAAAAAAAAEc/cn3ZND9Fihk/s1600-h/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 274px; height: 152px;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-Xw2qPeTWI/AAAAAAAAAEc/cn3ZND9Fihk/s320/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180811768202415458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;om a população de Laramie após o assassinato de Matthew para a produção de uma peça sobre o assunto, escrita e dirigida por Moisés Kaufman. Por isso falei que é um documentário/filme, porque é baseado em fatos reais, em estilo de documentário, com narrador e entrevistas, contém cenas reais, mas é na maioria re-encenado.Os diálogos são baseados nas transcrições originais, feitas em áudio, e são encenados por vários atores conhecidos como Peter Fonda, Camrym Manheim, Clea DuVall (a mesma do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;But I'm a Cheerleader&lt;/span&gt;), Christina Ricci, Joshua Jackson, Mark Webber e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos o espectador é apresentado às dezenas de personagens, que representam a&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XzL6PeTZI/AAAAAAAAAE0/AKRgInRLUFc/s1600-h/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XzL6PeTZI/AAAAAAAAAE0/AKRgInRLUFc/s200/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180814332297891218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; população da cidade. A cada entrevista conhecemos um pouco mais da vida ou da morte de Matthew. As experiências e reações deles são diferentes umas das outras, muitas vezes contraditórias, enquanto uns dizem que a cidade não odeia homossexuais, outros dizem que há sim um sentimento tácito de repulsa e exclusão, enquanto uns são mais próximos da vida de Matthew, outros foram mais próximos de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa introduzindo aos poucos os personagens e como reagiram ao assassinato, depois passa para os detalhes da morte de Matthew, contados pelas testemunhas do caso e pela delegada da cidade. A parte seguinte relata o julgamento dos dois assassinos, garotos da mesma idade da vítima, que cresceram e viveram em Laramie a vida toda. Os detalhes do crime são chocantes. Matthew foi amarrado à uma cerca e espancado até ficar inconsciente. Enquanto o julgamento ocorria, o circo da mídia aumentava com a expectativa do estado de saúde cada vez pior de Matthew, que estava em coma naqueles dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-Xz2aPeTaI/AAAAAAAAAE8/ouuKArdPjb0/s1600-h/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00014.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-Xz2aPeTaI/AAAAAAAAAE8/ouuKArdPjb0/s200/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00014.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180815062442331554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma boa parte do filme é dedicada a escancarar a homofobia latente da população e discutir porquê isso é tão presente e tão forte pra eles. Na época, a polêmica ajudou a divulgar um projeto de lei contra crimes de ódio, que acabou parando em algum instância, do mesmo jeito que aqui temos um projeto parecido encalhado. Também inflamou os grupos de direitos dos homossexuais a protestarem por direitos iguais. Enfim, foi um caso que comoveu a nação e marcou a luta por igualdade do movimento LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento emocionante do filme é quando um bando de fanáticos religiosos vai protestar contra gays nos funeral de Matthew. Quando a melhor amiga dele fica sabendo que eles também vão protestar no julgamento dos acusados, prepara uma revidação pacífica. É uma das cenas em que eu sempre choro...&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XyEaPeTXI/AAAAAAAAAEk/7d9q5q7qa3c/s1600-h/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XyEaPeTXI/AAAAAAAAAEk/7d9q5q7qa3c/s400/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180813103937244530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A sensação que fica do filme é de incredulidade. Como seres humanos conseguem ir tão longe no seu ódio? E você fica se perguntando porque aquele ódio existe em primeiro lugar. Eu choro toda vez que assisto esse filme. Acho que eu choraria simplesmente pela violência do crime, mas o fato de Matthew ter morrido por ser gay é algo que mexe muito comigo, e imagino que também vá mexer com todas vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Laramie Project- A História de Matthew Sheppard&lt;/span&gt;, como ficou o título em português, é meio difícil de encontrar. Inicialmente eu vi numa transmissão da HBO, e depois nunca mais achei. E procurei muito, porque queria muito mostrar o filme pra minha namorada. Foi só graças aos deuses do eMule que eu finalmente encontrei de novo o filme, depois de anos procurando.&lt;br /&gt;A legenda em português consegui no &lt;a href="http://www.allsubs.org/subs-download/the-laramie-project-divx-saphire-portuguese/197745/"&gt;Allsubs.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-7255342016033502157?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/7255342016033502157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=7255342016033502157' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7255342016033502157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7255342016033502157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/laramie-project-o-extremo-da-homofobia.html' title='&quot;The Laramie Project&quot;: o extremo da homofobia'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R-XwYaPeTVI/AAAAAAAAAEU/jl9bpA-oOHs/s72-c/The.Laramie.Project+Gay+Themed.avi+-+00016.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-4638516995161732280</id><published>2008-03-14T23:52:00.012-03:00</published><updated>2008-03-15T02:14:14.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se assumir'/><title type='text'>'Fun Home': o gênio de Alison Bechdel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tGs51ZA-I/AAAAAAAAADM/VUAIJJOGvsY/s1600-h/Fun-HomeConrad.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tGs51ZA-I/AAAAAAAAADM/VUAIJJOGvsY/s200/Fun-HomeConrad.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177809933845464034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mudando de mídia pra variar. Esta semana vou falar de histórias em quadrinhos, mais particularmente da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;graphic novel&lt;/span&gt;  [uma narrativa madura no formato de histórias em quadrinhos] de uma das minhas cartunistas favoritas: Alison Bechdel. Eu descobri o livro depois de ler duas matérias, uma na Folha e outra na Carta Capital, que falavam desse novo trabalho que é um sucesso nos Estados Unidos e em outros países. Quem me conhece sabe que vou atrás de qualquer coisa que envolva lésbicas e, é claro, não foi diferente com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fun Home&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Tragicomédia em Família&lt;/span&gt;, que foi o presente que me dei de natal [meu aniversário pra quem não sabe]. Comecei a ler com altas expectativas, e terminei maravihosamente surpreendida ao ver que não só as expectativas foram em muito superadas, mas em ter conhecido uma escritora e desenhista genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a ser fã incondicional da Alison e o blog dela é um dos sites obrigatórios que eu listo ali do lado [www.dykestowatchoutfor.com]-- os nomeio desse jeito porque são os únicos que eu entro religiosamente todos os dias. Ela desenha a tirinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dykes to Watch Out For&lt;/span&gt; há mais de vinte anos, que por sinal também é um trabalho genial. As histórias são muito bem escritas e muito bem desenhadas, e ela consegue incorporar a elas um grau de comentário e sátira política que torna a leitura muito mais interessante. E se eu uso o adjetivo genial pra descrever o trabalho dela, podem ter certeza que o faço muito conscientemente. Realmente considero Alison Bechdel um gênio. Eu queria dedicar um post inteiro só pra tirinha, mas ainda vou pensar sobre isso, já que ainda não tem tradução pro português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fun Home&lt;/span&gt;... É uma graphic novel autobiográfica, sobre o relacionamento com o  pai&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tWUZ1ZBDI/AAAAAAAAAD0/WW5G6v8czL0/s1600-h/funhome2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tWUZ1ZBDI/AAAAAAAAAD0/WW5G6v8czL0/s320/funhome2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177827105124713522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dela e sobre o processo de se assumir. É um pouco difícil explicar o enredo básico porque o livro não segue uma narrativa linear e lida com muitas questões ao mesmo tempo. Uma das questões centrais envolve a sexualidade dela e do pai: um pouco depois de contar para os pais que era lésbica, ela descobre pela mãe que o pai tinha casos com outros homens. Muito autoritário, emocionalmente distante e obececado por decoração, o pai sempre fora um mistério para ela e a morte repentina dele só adiciona a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois da carta em que Alison sai do armário para os pais, Bruce, o pai, morre atropelado, o que levanta para ela a suspeita de suicídio. Para ela, os dois fatos sempre estiveram ligados, a morte dele e a notícia da filha ser lésbica, e o livro é meio que uma terapia onde ela processa esses fatos, volta à infância, revisita o casamento dos pais e revela alguns segredos bem guardados, como o caso do pai com o baby-sitter e um julgamento por dar bebida alcoólica a um menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tLtZ1ZBBI/AAAAAAAAADk/NJAVCcTrbtg/s1600-h/funhome73.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tLtZ1ZBBI/AAAAAAAAADk/NJAVCcTrbtg/s400/funhome73.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177815439993537554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pra quem não percebeu pelo autoretrato ali na seção 'Quem sou eu', eu tenho minhas ilusões de desenhista e uma das coisas que eu mais gosto na Alison Bechdel é o traço dela. Ela consegue dar movimento aos personagens de uma maneira muito natural, se preocupa com detalhes, e ao mesmo tempo permanece com o um desenho limpo e simples. Prestem atenção nos detalhes desta página ao lado. [Foi mal pelas imagens escaneadas, mas não consegui versão melhor e tava sem saco de ficar muito tempo arrumando no photoshop]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem como em cada quadro cada um dos persongens está no meio de alguma atividade. Apesar da cena ser estática, os personagens não necessariamente precisam ficar estáticos. O ponto de vista também muda nos três quadros, ajudando a dar movimento à cena. Mas notem os detalhes: o pai tirando o casaco e indo atender o telefone, a mãe cozinhando, abosorta ao mundo à sua volta, e o olhar de Alison, que vai de um ao outro. Uma cena super coloquial que consegue capturar a tensão entre os pais dela. Genial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta página por acaso também menciona outro fator que, particularmente pra mim [que serei mestre em literatura inglesa em duas semanas, cruzando os dedos], é muito interessante no livro: as referências literárias. Ambos os pais dela são professores de inglês, e apaixonados por literatura, paixão que passaram para Alison. Durante toda a narrativa há um jogo entre realidade e ficção, entre a relação entre a vida e literatura, autores e personagens, ficção e biografia. Há ao longo do livro a dualidade entre os relatos escritos no diário dela e as várias referências a dicionários e enciclopédias, e no entanto a verdade das duas fontes é colocada em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também simbólico da importância da literatura na vida dela que ela tenha se descoberto como lésbica numa biblioteca, ao ler um livro de contos, primeiramente vivendo aquilo de forma teórica ou ficcional para depois tornar-se real.  Eu geralmente não gosto dessas reflexões sobre realidade e ficção, isso é mais coisa da praia da minha namorada, mas nesse caso eu adorei, principalemte porque comigo aconteceu a mesma coisa: minha revelação veio no campo teórico primeiro.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tThp1ZBCI/AAAAAAAAADs/rKECBK6--vc/s1600-h/funhome80.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tThp1ZBCI/AAAAAAAAADs/rKECBK6--vc/s320/funhome80.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177824034223096866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O livro foi escolhido o melhor de 2006 pela revisa Time, não só a melhor graphic novel, mas o melhor livro em geral. Acho que dá pra notar pela minha babação ao longo do post que eu recomendo e muito o livro. Se tornou um dos meus favoritos e isso é dizer muito vindo de mim.  É bem fácil de encontrar em qualquer livraria que tenha um seção de quadrinhos e custa entre R$35 e R$45 dependendo do lugar. E só pra dar mais um incentivo pras vocês sapinhas comprarem o livro, preciso dizer que as cenas de descoberta sexual dela são bem interessantes. Porque ninguém é de ferro também né? Aí vai uma palhinha:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tXXZ1ZBEI/AAAAAAAAAD8/sLLp41iy2ZU/s1600-h/funhome.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tXXZ1ZBEI/AAAAAAAAAD8/sLLp41iy2ZU/s320/funhome.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177828256175948866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-4638516995161732280?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/4638516995161732280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=4638516995161732280' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4638516995161732280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4638516995161732280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/fun-home-o-gnio-de-alison-bechdel.html' title='&apos;Fun Home&apos;: o gênio de Alison Bechdel'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9tGs51ZA-I/AAAAAAAAADM/VUAIJJOGvsY/s72-c/Fun-HomeConrad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-4103959256932931227</id><published>2008-03-07T10:44:00.010-03:00</published><updated>2008-04-12T20:57:57.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se assumir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>"But I'm a Cheerleader": o lado cômico de se assumir</title><content type='html'>Este filme é bem mais light que o último sobre o qual falei, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Truth About Jane&lt;/span&gt;, mas também &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9Fi7J1ZA7I/AAAAAAAAAC0/MmKoJ4b3ir4/s1600-h/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+0000114.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9Fi7J1ZA7I/AAAAAAAAAC0/MmKoJ4b3ir4/s320/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+0000114.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175026215217071026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;lida com as questões de se assumir, só que de uma maneira cômica em vez de dramática.  É a história de Megan (Natasha Lyonne), uma animadora de torcida bem típica americana que sofre uma intervenção dos amigos e família e vai parar num acampamento daqueles que teoricamente convertem gays em ex-gays--claro que enfatizo o 'teoricamente' porque realmente não acho que essas coisas funcionem.  No acampamento ela conhece Graham(Clea Duval), por quem se apaixona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma comédia romântica sobre adolescentes, que não tem a pretensão de ensinar ou pregar nada, simplesmente faz o que se propõe: divertir o espectador.   A parte cômica fica por conta do absurdo do acampamento, da terapia de conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FbvZ1ZA5I/AAAAAAAAACk/G6fnaonnt9Y/s1600-h/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+00005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 239px; height: 131px;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FbvZ1ZA5I/AAAAAAAAACk/G6fnaonnt9Y/s320/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+00005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175018316772213650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As meninas se vestem de rosa o tempo todo e os meninos de azul. Eles fazem terapia de redescobrimento de identidade de gênero, que é uma piada. As meninas se maquiam, aprendem a ser donas de casa, se vestem de noivas, e os meninos cortam lenha, jogam futebol, consertam carros.&lt;br /&gt;Na verdade a moral é que não existe uma identidade correta de gênero, e o que eles mostram como sendo a norma nada mais é que um reforço dos piores estereótipos dos dois gêneros, que, mesmo que você seja hétero, não precisa seguir nem [deve] concordar. [Fica aí meu editorial feminista]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FbPJ1ZA4I/AAAAAAAAACc/04PJms-Urec/s1600-h/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+00000.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FbPJ1ZA4I/AAAAAAAAACc/04PJms-Urec/s320/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+00000.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175017762721432450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A parte romântica da comédia fica por conta do caso entre Megan e Graham. Megan entra no acampamento como uma cheerleader que não se considera lésbica e sai super assumida com uma namorada. A primeira vez que elas se beijam é uma das melhores partes do filme, quando vários deles saem escondidos para ir num bar gay, o Cocksucker, levados por um grupo de resistência de ex-ex-gays. No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Truth About Jane&lt;/span&gt; tem uma cena parecida, onde a Jane vai pela primeira vez à um bar gay, isso mostra como este é um momento importante na vida de todo homossexual. É quando você se vê de repente cercado de gays e lésbicas e percebe que realmente existe uma comunidade grande, que você não está sozinho no mundo e que existe toda uma vida que você nem fazia idéia que existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença entre o acampamento e a resistência que achei muito legal é que quando Megan&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FiRp1ZA6I/AAAAAAAAACs/Z6ZaZABt__I/s1600-h/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+00007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FiRp1ZA6I/AAAAAAAAACs/Z6ZaZABt__I/s320/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+00007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175025502252499874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pede aos ex-ex-gays que a ensinem como ser uma lésbica, eles respondem que ninguém pode fazer isso, que não existe uma só maneira de ser gay, ao contrário do acampamento que ensina que existe um jeito certo de ser hétero. A parte triste da história é que esses acampamentos/clínicas existem de verdade e, mesmo hoje em dia, algumas pessoas são forçadas a passar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FmG51ZA8I/AAAAAAAAAC8/4e-3ktSxEyM/s1600-h/jamie+babbit.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 113px; height: 170px;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9FmG51ZA8I/AAAAAAAAAC8/4e-3ktSxEyM/s200/jamie+babbit.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175029715615417282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Escolhi falar desse filme porque foi dirigido pela Jamie Babbit, que toda sapa deveria conhecer, é uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;celesbian &lt;/span&gt;&lt;span&gt;[celebridade lésbica]&lt;/span&gt;. Ela participa, escreve,  produz e dirige filmes com temática lésbica, inclusive já dirigiu alguns episódios de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The L Word&lt;/span&gt;. Um outro filme dela que vale a pena assistir é o mais recente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Itty Bitty Titty Committee&lt;/span&gt; (2007), que vou falar em um post futuro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ut I'm a Cheerleader&lt;/span&gt; foi lançado em 1999 e é fácil de achar pela internet, o problema são as legendas em português, mas consegui achar no AllSubs.org:&lt;br /&gt;http://www.allsubs.org/subs-download/but-im-a-cheerleader-carol/429098/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-4103959256932931227?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/4103959256932931227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=4103959256932931227' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4103959256932931227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/4103959256932931227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/03/but-im-cheerleader-o-lado-cmico-de-se.html' title='&quot;But I&apos;m a Cheerleader&quot;: o lado cômico de se assumir'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R9Fi7J1ZA7I/AAAAAAAAAC0/MmKoJ4b3ir4/s72-c/But+I%27m.A+Cheerleader.avi+-+0000114.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-7347930834110650000</id><published>2008-02-28T11:52:00.009-03:00</published><updated>2008-04-12T20:58:33.287-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se assumir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>'The Truth About Jane': o mega drama de se assumir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bh5dXuilI/AAAAAAAAAB0/RjCzCZHyFMA/s1600-h/The+Truth+About+Jane.avi+-+00001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bh5dXuilI/AAAAAAAAAB0/RjCzCZHyFMA/s400/The+Truth+About+Jane.avi+-+00001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172069599334533714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Resolvi falar desse filme em particular primeiro pela sugestão da minha namorada de que eu comentasse mais sobre esse processo de se assumir para os pais [a gente não discute com a namorada certo?], e segundo porque é um filme bem pouco conhecido e que, apesar de meio dramalhão, acho que apresenta muito bem os problemas de se sair do armário. Na verdade este filme junta muita coisa, mostra a dificuldade de se assumir pra si mesmo, mostra como pode ser difícil o seu primeiro relacionamento lésbico, e o drama de contar para os pais e para o resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é daqueles filmes feitos para tv&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8biddXuimI/AAAAAAAAAB8/Cj_FY_-ZH_A/s1600-h/The+Truth+About+Jane.avi+-+00006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8biddXuimI/AAAAAAAAAB8/Cj_FY_-ZH_A/s200/The+Truth+About+Jane.avi+-+00006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172070217809824354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; é meio dramalhão demais às vezes, mas no geral considero muito positivo na sua imagem de gays e lésbicas. Assisti esse filme pela primeira vez porque fiquei impressionada com o número de comentários sobre ele feito num fórum sobre que filme lésbico mais influenciou você, e depois entendi o porquê. Os diálogos do filme muitas vezes me lembravam conversas que tive com meus pais quando tinha recém me assumido, ou com meus amigos sobre o que é ser gay, e como as pessoas às vezes não entendem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8biwNXuinI/AAAAAAAAACE/5Bq_1pfxsnY/s1600-h/The+Truth+About+Jane.avi+-+00008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8biwNXuinI/AAAAAAAAACE/5Bq_1pfxsnY/s320/The+Truth+About+Jane.avi+-+00008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172070539932371570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O filme conta a história de Jane [interpretada pela Ellen Muth, que algumas podem lembrar como a George do seriado Dead Like Me], uma adolescente de 16 anos que até então era a queridinha dos pais, tinha uma vida normal, com várias amigas e ia bem na escola. É narrado por ela mesma, que desde o início se dá conta que não se encaixa direito com as amigas da escola, e que se sente diferente. A primeira metade do filme é sobre o processo de descoberta de Jane, como ela se apaixona por Taylor, uma colega, e tem seu primeiro relacionamento com uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas começam a desmoronar quando o irmão vê as duas se beijando e conta pra todo mundo da escola. Daé em diante começa a parte dramalhão do filme, que nem por isso deixa de ser boa. Ela tenta manter isso escondido dos pais por um tempo, deixando que eles achem que é tudo fofoca maldosa essa história dela beijando outra menina, mas isso não dura muito tempo. Eu realmente me identifico com ela neste aspecto, já que eu também tinha uma relação muito boa com meus pais, e não me sentia bem mentindo pra eles sobre um aspecto tão importante da minha vida. Eu aguentei alguns meses, ela aguentou alguns dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro, quando os pais dela descobrem a verdade, da boca dela, o mundo simplesmente desaba. A primeira decisão deles é mandar a filha para uma psicóloga, que é clássica. Outros argumentos clássicos que eles usam é o de que não querem que a filha tenha uma vida mais sofrida, que o mundo é intolerante, que é uma decisão que pode afetar ela pro resto da vida. Nossa, chega a me dar déjà vu escrever isso... porque eu também ouvi exatamente as mesmas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conversa legal acontece entre a mãe Janice, interpretada pela ótima Stockard Channing,  e um dos melhores e mais antigos amigos dela, que é gay também. Ela fala como se preocupa com a filha, que não quer que ela sofra preconceito, não quer que ela tenha uma vida tão difícil como a dele,  já que ela testemunhou como as pessoas são cruéis e como maltrataram ele.  A resposta dele é genial: "Então sua única preocupação deve ser não se tornar uma dessas pessoas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não segue o conselho do amigo e torna a vida da filha um inferno. Daí acontece uma transição no comportamento de Jane, de menina comportada ela passa a ficar revoltada. O legal do filme é que fica claro que não tem nada a ver com o fato de ela ser lésbica, mas pela falta de comunicação  com a família, por sentir intolerância dentro da própria casa. Mas ao mesmo tempo em que ela se sente alienada da própria família e sente raiva dos pais por causarem isso, ela também se sente mal por causar todo esse estresse a eles. Eu achei bem interessante esse retrato dos sentimentos conflitantes que passam pela gente nessa hora.  Por um lado você ama seus pais e se sente culpada por causar tamanho estresse na família, por outro você se sente injustiçada por ser tão mal compreendida por seus próprios familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste estado de alienação os pais fazem de tudo para não encarar a situação,  quando a tentativa de convencer a filha não funciona, eles colocam a culpa em outro agente, no caso da Jane a culpa foi pra professora que também era sapa e que tinha dado apoio pra menina. Chega a ser engraçado o tipo de incoerência das atitudes dos pais nessas horas. Vê se tem cabimento achar que a menina é sapa porque admira a professora? No meu caso foram os amigos... Depois que eu passei a andar com aquele grupo.... pronto! virei sapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom do filme é justamente isso, que confronta todas essas idéias em relação a ser homossexual. Jane é confiante ao afirmar que é lésbica com ou sem a Taylor, que nasceu assim, e que é feliz em relação a isso. Também apresenta o fato de que intolerância dos pais com os filhos homossexuais é equivalente à homofobia. Tem uma cena muito interessante que mostra Jane e a mãe saindo da escola quando uns garotos passam e tiram sarro dela por ser lésbica, a mãe olha horrorizada praquilo e Jane fala com o tom mais cínico do mundo: "O que interessa pra você o que eles falam? Você é igual a eles."&lt;br /&gt;Os pais falam tanto que não querem que o filho sofra preconceito, quando na verdade são os primeiros a demonstrar homofobia. Numa palestra eu ouvi uma vez uma verdade que eu nunca tinha refletido antes: que o homossexual é a única minoria que sofre preconceito dentro da própria casa. Infelizmente verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bjRtXuioI/AAAAAAAAACM/SS5ogl7XHE0/s1600-h/The+Truth+About+Jane.avi+-+00012.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bjRtXuioI/AAAAAAAAACM/SS5ogl7XHE0/s320/The+Truth+About+Jane.avi+-+00012.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172071115457989250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas deixa eu terminar logo esse post, que já está imenso e provavelmente ninguém vai ler. Desculpem pessoal, me empolgo mesmo falando nesse assunto. Bom, o filme termina bem, sem tragédias nem nada. Os pais aos poucos aceitam a filha e percebem que mesmo ela sendo sapa, continua sendo a mesma pessoa. Claro que é um processo lento, e a mãe tem que fazer um grande esforço pra conseguir aceitar tudo isso. Uma ajuda que ela recebe é o grupo PFLAG, que dá apoio a pais e amigos de homossexuais. Uma pena que não tenha uma coisa assim no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o meu editorial [eu sei que todo esse post teve um tom editorial, mas...] é que é preciso paciência com os pais, às vezes eles demoram mesmo pra primeiro entender e depois aceitar. É um período complicado na vida de qualquer um, mas com o tempo as coisas se ajeitam. Uma coisa que eu percebi e que sempre digo é que a gente demora um tempão pra superar os próprios preconceitos e se assumir, se sentir à vontade com o que somos, ir contra a norma heterossoxual que a sociedade prega. Então não podemos esperar que nossos pais aceitem logo de cara uma coisa que nós mesmos demoramos a aceitar.&lt;br /&gt;Eles precisam passar também por todo um processo de tristeza, rejeição, de medo de não conhecerem os próprios filhos, até que no fim chega a aceitação. É um pouco traumático? Com certeza.  Às vezes mais pra uns que pra outros. Mas quando todo o drama passa, a vida fica bem melhor, porque você pode ser você mesmo, ser autêntico. Eu sinto que passei por boa parte do que a Jane passa no filme, e apesar de ter sido bem doloroso na época, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Hoje em dia meus pais adoram a Ju, minha namorada, e eu vivo minha vida muito mais tranquilamente, sem segredos, sem medo. Somos nós duas aí embaixo [Ju, esquerda, Rê, direita], em uma festa de formatura do meu primo, toda a família reunida e nós fomos como um casal.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bj89XuipI/AAAAAAAAACU/HWzLC-HrLEk/s1600-h/formatura+guile+2007+0041.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 193px; height: 253px;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bj89XuipI/AAAAAAAAACU/HWzLC-HrLEk/s320/formatura+guile+2007+0041.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172071858487331474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;The Truth About Jane pode ser baixado com um pouco de paciência, já que não tem muitas cópias por aí, mas é tranquilo. As legendas em português são um pouco mais difíceis de achar. Eu consegui pelo allsubs.org:&lt;br /&gt;http://www.allsubs.org/subs-download/the-truth-about-jane-2000-1-cd-portuguese-br-pb/463258/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-7347930834110650000?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/7347930834110650000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=7347930834110650000' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7347930834110650000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/7347930834110650000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/truth-about-jane-o-mega-drama-de-se.html' title='&apos;The Truth About Jane&apos;: o mega drama de se assumir'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8bh5dXuilI/AAAAAAAAAB0/RjCzCZHyFMA/s72-c/The+Truth+About+Jane.avi+-+00001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-1209487308660900863</id><published>2008-02-24T23:46:00.008-03:00</published><updated>2008-02-25T01:37:01.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seriado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se assumir'/><title type='text'>"South of Nowhere": Dawson's Creek para lésbicas...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8IxV9XuiiI/AAAAAAAAABc/rnqE9YptKN0/s1600-h/728791137.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8IxV9XuiiI/AAAAAAAAABc/rnqE9YptKN0/s320/728791137.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170749575495846434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um seriado dessa vez, pra variar um pouco.&lt;br /&gt;Eu sabia da existência desse seriado já fazia um tempo, mas como não sabia muito sobre ele fiquei um pouco relutante em baixar. Até que me aventurei e baixei a primeira temporada. Só precisei assistir o primeiro episódio pra me viciar totalmente. Pra vocês terem uma noção do quanto eu adorei, eu tinha recém me mudado de apartamento e como ainda não tinha ligado a tv, passei dias [semanas se duvidar] só assistindo aos mesmos episódios várias vezes. É, eu sei...  meio obsessivo,  mas eu sou assim quando me vicio em algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando eu digo que 'South of Nowhere' é como se fosse um 'Dawson's Creek' para lésbicas é porque a minha geração foi super influenciada pelo último. Eu cresci junto com os personagens, acompanhei todos os mega dramas e reflexões exageradas de todos eles. Não foram poucas as vezes que eu e meu melhor amigo ficamos até altas horas conversando, relembrando e acima de tudo rindo um monte das confusas relações entre eles. De qualquer forma, espero que esta referência faça pelo menos algum sentido para quem não conhece Joey, Dawson e Pacey. Quem viu o seriado vai entender na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'South of Nowhere', que passa na emissora The N [filiada à MTV americana], está na metade da terceira temporada, e é sobre a história de Spencer e Ashley, esquerda e direita da foto acima respectivamente [o pessoal do site AfterEllen chama o casal de Spashley hauahauahua].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spencer é a menina comportada que acabou de se mudar do interior, Ohio, para Los Angeles e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8JDc9XuikI/AAAAAAAAABs/skW5K383i40/s1600-h/son3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8JDc9XuikI/AAAAAAAAABs/skW5K383i40/s200/son3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170769486964230722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; além de se adaptar à nova cidade precisa se descobrir em relação à sua sexualidade. O legal do seriado é que eles colocam esta questão logo de cara, logo no primeiro episódio. Apesar de ela ainda demorar pra se assumir realmente, a dúvida já está lá e a personagem sabe. Isso vem mais ainda à tona quando ela conhece Ashley, praticamente a sapa oficial da escola. Claro que as duas são lindas de morrer, pelo menos pelos meus padrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'South of Nowhere' é recheado de drama. Drama adolescente. Com uma diferença: é drama adolescente lésbico. Basicamente é como eu [e muitas sapinhas por aí] gostaria que minha adolescência tivesse sido. Ai se eu tivesse encontrado uma Ashley em Lages... teria me assumido bem mais cedo...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1a. Temporada:&lt;/span&gt; Claro que a Spencer não se assume logo de cara também, ela fica remoendo isso a primeira temporada inteira. Tem gente que reclama que é muito enrolado, mas eu A-D-O-R-O a tensão sexual que ela e Ashley repartem durante essa fase do seriado. As duas ficam flertando o tempo todo e têm uma química incrível. A história vai se desenvolvendo aos poucos, é preciso um pouco de paciência. Especialmente pra aguentar as cenas dos irmãos dela, que são meio chatas mesmo. Mas vale a pena, prometo.&lt;br /&gt;Não vou contar o final da temporada, mas é o máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2a. Temporada:&lt;/span&gt; Eu diria que os primeiros quinze minutos do primeiro episódio são perfeitos, mas o resto é só tragédia e drama, quando o pai da Ashley morre num acidente de carro e ela passa boa parte da temporada lidando com isso. O relacionamento das duas vai deteriorando até que degringola geral. A parte boa dessa temporada é quando Spencer se assume para os pais, que são extremamente católicos, e é meio que um desastre no começo. Claro... todo mundo que já contou pros pais sabe como é de início, uma merda. Todos aqueles velhos argumentos repetidos, as discussões, as lágrimas, o isolamento, a alienação, a falta de comunicação, vem tudo junto. Eu achei que esta parte do roteiro foi muito bem feita e bem próxima da realidade pra muita gente. O meu desejo sempre que assisto esses episódios era que mais pessoas [com isso eu quero dizer mais pais] assistissem essas coisas, assim eles iam entender melhor o que a gente passa e como NÃO agir quando seu filho se assume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8JBQdXuijI/AAAAAAAAABk/NR9vcgyFdS4/s1600-h/301son12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8JBQdXuijI/AAAAAAAAABk/NR9vcgyFdS4/s320/301son12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170767073192610354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3a. Temporada [primeira metade]:&lt;/span&gt; Essa temporada é um avanço em relação à última. Em todos os sentidos. As duas ganham mais cenas íntimas, já que era uma das maiores reclamações em relação à segunda temporada, que elas eram muito comportadas como casal, que quase não tinham momentos de intimidade na tela. Apesar de eu adorar esse fator, o que mais me agrada nesta temporada é o desenvolvimento das duas personagens, que é muito bem construído. Spencer amadurece e fica cada vez mais confiante na sua identidade lésbica, a ponto de confrontar a mãe preconceituosa e não ter medo de ser vista como lésbica na escola. Se no começo do seriado eu gostava mais da personagem da Ashley, a partir da segunda temporada aos poucos eu fui me admirando bem mais com a Spencer, em como ela se torna uma mulher madura e confiante depois de se assumir.&lt;br /&gt;Esta temporada na verdade ainda não terminou, só a primeira metade foi exibida e a outra só começa de novo em abril pelo que tenho lido na internet. Estou ansiosa, pois o último episódio pareceu bem promissor... incluía uma delas vestindo um sobretudo, e só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As temporadas completas de 'South of Nowhere' podem ser encontradas facilmente na internet, e as legendas também são bem fáceis de encontrar, pelo menos pras primeiras duas temporadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-1209487308660900863?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/1209487308660900863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=1209487308660900863' title='41 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/1209487308660900863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/1209487308660900863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/south-of-nowhere-dawsons-creek-para.html' title='&quot;South of Nowhere&quot;: Dawson&apos;s Creek para lésbicas...'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R8IxV9XuiiI/AAAAAAAAABc/rnqE9YptKN0/s72-c/728791137.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-1610437355594481980</id><published>2008-02-14T16:33:00.009-02:00</published><updated>2008-02-24T08:59:37.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assumir para os pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gaydar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><title type='text'>'Nina's Heavenly Delights'</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7SR9dXuieI/AAAAAAAAAA8/BGZ-Sn-fBVs/s1600-h/guide-images-queer-film-nins-heavenly-delights-nina-s-heavenly-delights1_w800_h600_fit.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7SR9dXuieI/AAAAAAAAAA8/BGZ-Sn-fBVs/s320/guide-images-queer-film-nins-heavenly-delights-nina-s-heavenly-delights1_w800_h600_fit.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166915157542996450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo bem. Pra começar deixa eu assumir que eu AMO comédias românticas. Pronto, falei. E o que amo mais do que isso são comédias românticas com sapas! E, melhor ainda, filmes sobre comida! Então vocês podem ver porque esse filme caiu tão bem pra mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resumo da história é esse: depois de uma ausência de três anos em Londres, Nina é obrigada a voltar pra casa em Glasgow quando o pai morre e encontra o negócio da família entrando em falência. Nina vem de uma família de indianos e o restaurante de comida típica deles está para ser vendido. É aí que ela conhece Lisa, que agora é a dona de metade do restaurante. Juntas elas tentam vencer o concurso de Melhor Curry do Ocidente pra recuperar a fama e honra da família. Em termos gays o filme é sobre se assumir para os pais, a pressão de enfrentar uma comunidade rígida e enfrentar os preconceitos e consequências deste ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7Sw-tXuigI/AAAAAAAAABM/pgWWbrgGIes/s1600-h/Ninas.Heavenly.Delights.2006.DVDRip.Xvid.avi+-+00002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 241px; height: 137px;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7Sw-tXuigI/AAAAAAAAABM/pgWWbrgGIes/s320/Ninas.Heavenly.Delights.2006.DVDRip.Xvid.avi+-+00002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166949263878294018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bom, agora aos comentários...&lt;br /&gt;Apesar de não ficar claro que Nina é lésbica desde o início do filme, acho que qualquer sapa teria reconhecido ela como jogadora do nosso time logo na primeira cena. Até o mais fraco dos gaydares teria bipado pra ela... O que vocês acham? DING DING DING!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas sobre este filme me atraem. A primeira é a ligação entre comida e sensualidade. Logo no começo Lisa afirma que "O casal que cozinha junto, permanece junto" e  eu acho isso a mais pura verdade. Claro que eu sou suspeita pra falar, porque adoro cozinhar e principalmente adoro cozinhar com a minha namorada. Não que ela saiba cozinhar, [porque não sabe] mas tem alguma coisa sensual em lidar com comida e eu adoro quando ela compartilha isso comigo. É uma coisa sagrada no nosso relacionamento, um momento que sempre estamos juntas e conversando. Eu adoro quando os filmes lidam bem com esse tema, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nina's Heavenly Delights&lt;/span&gt; mostra essa sensualidade ligada à comida de forma perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda coisa que eu adoro no filme é que o melhor amigo dela é gay. Ao contrário de Nina, Bobby é assumidérrimo e é líder de um grupo de dança bollywoodiana. Ele é seu confidente e é  quem dá conselhos para ela. Este relacionamento de amizade entre lésbicas e gays é pouco explorado nos filmes e seriados. Claro que existem exceções, mas eu vejo em muitos filmes e séries sobre lésbicas uma certa representação de Clube da Luluzinha, uma sociedade só de mulheres, e apesar de saber que esse nosso clubinho existe sim, eles excluem nosso relacionamentos com os meninos, que também é bem especial. Minha história é um pouco parecida com a da Nina nesse sentido: quem me ajudou a me assumir foram meus dois melhores amigos gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7S2htXuihI/AAAAAAAAABU/BswAJ6qL0Ws/s1600-h/ninas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7S2htXuihI/AAAAAAAAABU/BswAJ6qL0Ws/s320/ninas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166955362731854354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É óbvio que o final é piegas [como toda comédia romântica] e que apesar de todas as dificuldades as coisas dão certo... mencionei que é uma comédia romântica? Mas fora isso é um filme bem agradável de assistir... e a história das duas é muito fofinha. Eu sei que esse não é um termo muito técnico, mas é o melhor pra descrever a relação das duas: é fofinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nina's Heavenly Delight&lt;/span&gt;s foi lançado em 2006 dirigido por Pratibha Parmar&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt; e estrelado por Shelley Conn e Laura Fraser. No Brasil foi traduzido como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Amor e Outras Delícias&lt;/span&gt;. Ele é relativamente fácil de encontrar na internet e as legendas em português também. Não vou ativamente incentivar a pirataria neste blog, só vou frisar sempre que às vezes é preciso ter criatividade para estar a par dos filmes lésbicos no Brasil. Especialmente se você mora numa cidade que não está no circuito de festivais GLBT. Então é isso... sejam criativas meninas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: vou tentar postar ao menos duas vezes por semana daqui em diante, espero que meu acervo dure bastante!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-1610437355594481980?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/1610437355594481980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=1610437355594481980' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/1610437355594481980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/1610437355594481980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/ninas-heavenly-delights.html' title='&apos;Nina&apos;s Heavenly Delights&apos;'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R7SR9dXuieI/AAAAAAAAAA8/BGZ-Sn-fBVs/s72-c/guide-images-queer-film-nins-heavenly-delights-nina-s-heavenly-delights1_w800_h600_fit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1815821387586813954.post-5466205889735698612</id><published>2008-02-10T18:59:00.000-02:00</published><updated>2008-02-25T01:43:54.347-03:00</updated><title type='text'>'Go Fish': pra começar, um clássico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R69nWdXuibI/AAAAAAAAAAc/riXaiu85eSw/s1600-h/go+fish.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R69nWdXuibI/AAAAAAAAAAc/riXaiu85eSw/s320/go+fish.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165460933156178354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ok, pro primeiro post escolhi o filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Go Fish&lt;/span&gt; (1994) que é um dos maiores clássicos sapas até hoje. O filme é gostoso de assistir, mas tem também um significado histórico. Foi o primeiro filme lésbico, feito por lésbicas para lésbicas, a fazer sucesso não só no circuito de filmes GLBT, mas também entre o público geral. Abriu caminho pra outras produções que vieram nos anos seguintes embaladas com o sucesso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Better Than Chocolate&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;When Night is Falling&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Incredilble Adventures of Two Girls in Love&lt;/span&gt;, etc.&lt;br /&gt;Este é definitivamente um filme obrigatório pra qualquer sapa, apesar de ser meio difícil de encontrar. Eu por exemplo demorei tempo demais pra assistir, só porque não encontrava em lugar nenhum. Mas como tudo na internet, se você procurar com carinho, acha... e com certeza valeu a pena a procura e eu fiquei me xingando por não ter ido atrás antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme lida com várias histórias de um grupo de amigas sapas em Chicago, mas gira principalmente ao redor de Max e Ely. O que diferenciou este filme dos outros da época que tinham personagens gays foi fato de ter sido produzido por lésbicas DE VERDADE, coisa rara na indústria do entretenimento. E o filme lida com homessexualidade da maneira que até hoje ainda é difícil de encontrar em filmes queer: de forma natural, tranquila e positiva. Ou seja, sem muito drama.&lt;br /&gt;Max (a linda Guinevere Turner que algumas podem reconhecer como a Gaby de 'The L Word', ela é aliás uma das escritoras do seriado) é uma jovem escritora que está solteira há vários meses e não consegue achar uma namorada. Ela tem que superar alguns sentimentos superficiais em relação à Ely, e com um empurrão das amigas, as duas aos poucos se entendem. Nada de muito complexo, só pura diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Ok, agora vou discutir o filme um pouco, se você é dessas pessoas que não gostam de saber nada antes de assistir não leia este parágrafo]&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R6--q9XuicI/AAAAAAAAAAk/ldVlIoq7dLw/s1600-h/go+fish+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R6--q9XuicI/AAAAAAAAAAk/ldVlIoq7dLw/s320/go+fish+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165556942855113154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O filme é todo em preto-e-branco e filmado num estilo diferente do usual. Alguns momentos são cômicos hoje em dia, como a cena de Max escolhendo entre várias fitas cassetes a trilha sonora do encontro entre ela e Ely, mas no geral o filme continua sendo atual no seu tema.&lt;br /&gt;Pontos Fortes: as cenas cotidianas desse nosso mundo sápico, que realmente me deram a sensação de familiaridade. Como a festa em que  Max e Ely ficam juntas,  posso dizer que já fui em festas parecidas e os diálogos me pareceram bem reais, coisa que raramente podemos dizer em relação a esse tipo de cena. O momento em que elas se beijam foi o melhor pra mim. Nada daquela coisa cinematográfica de cruzar os olhares por alguns segundos, daí um beijo hollywoodiano e tal. Foi o beijo mais sincero que já vi em filmes. É justamente o que acontece quando se fica com alguém pela primeira vez, é estranho e repentino, e acima de tudo, real. Também na festa tem outra cena hilária, quando elas estão bebendo e conversando e começam a fazer a conta de com quantas cada uma já ficou entre elas... Fala sério, pelo menos comigo isso já aconteceu várias vezes em várias festas.... Uma situação típica entre sapas....  pelo menos no meu círculo de amigas hauahauahua&lt;br /&gt;Uma outra conversa engraçada e que depois foi homenageada no The L Word é quando elas começam a enumerar as diferentes maneiras para se referir à vagina. Simplesmente hilário. Detalhe: uma coisa que deixa claro que o filme foi feito por sapas é a importância das unhas curtas na cena mais importante do filme...&lt;br /&gt;A única coisa que posso reclamar é o final, quando você fica com vontade de ver mais da relação entre as duas mas assim que elas ficam juntas o filme acaba. Na verdade o filme poderia ser mais longo, mas dadas as circunstâncias da produção não podemos reclamar. O filme, escrito por Guinever Turner e Rose Troche,  foi realizado com pouquíssima grana, e quando faltava dinheiro a produção parava até arranjarem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: não sei se esse post vai sair coerente ou não... pq escrevi um bom pedaço durante uma super DR online com a minha namorada que está na Inglaterra... ai ai mulheres... vai entender.... mas vale a pena né?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1815821387586813954-5466205889735698612?l=oraculodelesbos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/feeds/5466205889735698612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1815821387586813954&amp;postID=5466205889735698612' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/5466205889735698612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1815821387586813954/posts/default/5466205889735698612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oraculodelesbos.blogspot.com/2008/02/go-fish-pra-comear-um-clssico.html' title='&apos;Go Fish&apos;: pra começar, um clássico'/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18319720992739587589</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/SA6rDgEKzEI/AAAAAAAAAIs/H9LpZBhxDWI/S220/DSC02183.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7oNljgIlsz8/R69nWdXuibI/AAAAAAAAAAc/riXaiu85eSw/s72-c/go+fish.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
